terça-feira, 15 de julho de 2008

CURIOSIDADES 3.....

História do Choro
Século XIX





A história do Choro provavelmente começa em 1808, ano em que a Família Real portuguesa chegou ao Brasil. Com a corte portuguesa vieram instrumentos de origem européia como o piano, clarinete, violão, saxofone, bandolim e cavaquinho e também músicas de dança de salão européias, como a valsa, quadrilha, mazurca, modinha, minueto, xote e principalmente a polca, que viraram moda nos bailes daquela época. Esta última foi apresentada ao público em Julho de 1845.


A reforma urbana, os instrumentos e as músicas estrangeiras, juntamente com a abolição do tráfico de escravos, podem ser considerados uma “receita” para o surgimento do Choro, já que possibilitou a a emergência de uma nova classe social, a classe média, composta por funcionários públicos, instrumentistas de bandas militares e pequenos comerciantes, nos subúrbios do Rio de Janeiro. Essas pessoas, sem muito compromisso, passaram a formar conjuntos para tocar de “ouvido” essas músicas, que juntamente com alguns ritmos africanos já enraizados na cultura brasileira, como o batuque e o lundu, passaram a ser tocadas de maneira a brasileirada pelos músicos que foram então batizados de chorões.
O Rio de Janeiro da segunda metade do século XIX, capital da Corte, configurou-se como um verdadeiro Império da boa música. A música produzida pelos diversos segmentos das camadas populares – lundus, modinhas, “choros” e maxixes – e difundidas pelas bandas de música, pelos grupos de choro, pelos seresteiros e pelo teatro de revista, criou um ambiente musical extremamente rico e diversificado na cidade. Era a música urbana que se consolidava, interligando as culturas, impondo a heterogeneidade e dando os primeiros passos de nossa musicalidade.












O primeiro grupo musical que temos notícia era uma espécie de “banda primitiva”, conhecido como “barbeiros”, que existiam desde o século XVIII, sendo formado, basicamente, por escravos obrigados por seus senhores a aprenderem novos ofícios.

Recebiam essa denominação porque a profissão de barbeiro era a única a deixar tempo vago para a aprendizagem de outros trabalhos. Eles se apresentavam em festas religiosas, profanas e até oficiais; tocavam dobrados, fandangos e quadrilhas. O pintor Debret em seu livro “Viagem pitoresca e histórica ao Brasil” dá um retrato dos barbeiros do período:







Dono de mil talentos, ele (o barbeiro) tanto é capaz de consertar a malha escapada de uma meia de seda, como de executar, no violão ou na clarineta, valsas e contradanças francesas, em verdade arranjadas ao seu jeito.






No terceiro quartel do século XIX, a música de barbeiro foi perdendo espaço para outras formas de representação musical. Seu “ritmo de senzala” e seu espírito foram canalizados para os grupos de choro, mas nas foi nas bandas de música que detectamos mais claramente a sua continuidade.













Em 1896 foi criada a banda mais famosa do Rio de Janeiro: a do Corpo de Bombeiros. O maestro Anacleto de Medeiros (1866-1907), seu fundador, fez desse agrupamento musical um dos veículos principais de divulgação da música popular. Chorão e compositor, levou para o repertório das bandas as composições mais em voga do choro e também convocou para sua agremiação vários músicos que tocavam nos diversos grupos de instrumentistas da cidade. Com o seu tino musical apurado fez com que a Banda do Corpo de Bombeiros se destacasse das demais pela melhor afinação e arranjos mais bem-acabados.





Com a criação da Banda do Corpo de Bombeiros e a diversidade do número de bandas musicais, o Rio de Janeiro se consolida neste momento como centro formador de músicos profissionais. Músicos que não raro tinham nas bandas a única maneira de fugir da miséria em que se encontravam. Estamos falando de uma época em que ser instrumentista de banda representava comida e dignidade.








Joaquim Antonio Callado








Os grupos de instrumentistas populares, conhecidos como chorões, surgiram em torno de 1870. O “espírito de senzala” desses músicos, que faziam a partir da fusão do lundu com gêneros estrangeiros europeus, sobretudo a polca, suas interpretações musicais ao sabor da cultura afro-carioca, era o tempero para suas audições nos arranca-rabos e cortiços das camadas populares, nos bailes da classe média, batizados, aniversários, casamentos ou mesmo nas apresentações dos salões da elite da corte.
O compositor mais localizável no tempo como precursor dos grupos de choro é Joaquim Antônio da Silva Callado (1848-1880). É considerado o pai dos chorões por ter inserido sua flauta de ébano ao lado de violões e cavaquinho e ter organizado o grupo de músicos populares mais famoso da época - o Choro Carioca. Joaquim Callado nos legou poucas músicas conhecidas, onde podemos destacar o primeiro choro “A Flor Amorosa”, seu maior sucesso, e “Querida por todos”, esta última feita para a maestrina Chiquinha Gonzaga. Mestiço simpático, exímio flautista, mulherengo, popular na cidade, o nosso chorão era filho da primeira geração do choro, que compreende as datas de 1870 até 1889. Ao seu lado estavam Viriato Figueira, Virgílio Pinto, compositor e instrumentista, Luizinho, o violinista Saturnino e tantos outros músicos.

INSCRIÇÕES ABERTAS!

Inscrições abertas para a 8ª. Goiânia Mostra Curtas!
Sob o tema “Vídeoarte”, o evento será realizado entre 7 e 12 de outubro, no Teatro Goiânia. Os interessados em participar do festival podem se inscrever até dia 20 de agosto, pelo site da Goiânia Mostra Curtas http://www.goianiamostracurtas.com.br/.











Conforme regulamento disponível na Internet, a 8ª Goiânia Mostra Curtas recebe inscrições de filmes -35mm e 16mm- e vídeos, mediante envio de cópia em DVD e ficha de inscrição.
Os títulos, além de inéditos no festival, devem ter até 30 minutos e ser realizados a partir de 2007 e os trabalhos que não foram selecionados para a mostra do ano passado podem ser inscritos novamente. Como todos os anos, o tema eleito pela direção do festival vai pautar debates, oficinas e uma mostra especial não-competitiva sobre a videoarte, cuja curadoria é da cineasta e pesquisadora Tetê Mattos.






Além da mostra temática, a programação permanente da Goiânia Mostra Curtas contém cinco outras mostras, todas competitivas: Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Municípios, Curta Mostra Goiás, Curta Mostra Cinema nos Bairros e a 7ª Mostrinha, dedicada ao público infantil.


Cartaz do ano passado









Os prêmios de incentivo à produção, oferecidos por categoria ao melhor filme e melhor diretor, são concedidos por empresas da indústria cinematográfica que apóiam o festival. Os premiados são destacados por júri oficial, com exceção da 7ª Mostrinha e da Curta Mostra Cinema nos Bairros, cujo filme vencedor é escolhido por meio de júri popular.
Mais informações pelo telefone
(62) 3218-3780
pelo site
ou pelo

segunda-feira, 14 de julho de 2008

DIA MUNDIAL DA LIBERDADE...O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A SUA?

É hoje o Dia Mundial da Liberdade. Fiquei pensando nisso o dia inteiro. Fui para o trabalho pensando: como estou usando minha liberdade? Fiquei feliz ao perceber que usei minha liberdade para me libertar da escravidão do vício do cigarro. Agora veja que coisa incrível. Somos livres até para nos tornarmos escravos! Escravos do vício, da religião, do amor, da mentira, da falsidade, da inveja, da idolatria, do medo, enfim.
Posso afirmar que fui escrava do vício. Durante 36 anos fiquei presa ao vício do cigarro. Quase me tornei escrava da religião e, por ironia, justamente a mentira e a falsidade alheia me libertaram. Ih..nem pergunte..É uma longa história! rsrsrsrs...Mas posso afirmar que Deus é tão maravilhoso que me libertou das amarras do mal e da falsidade, e me fez perceber o quanto é importante usar o livre-arbítrio a nosso favor...
Hoje, somos eu e Ele. Não sigo doutrina nenhuma dos homens. Não preciso disso para não magoar, para não mentir, para não trapacear...Mas tem tanta gente que se diz servo ou católico apóstólico romano ou seja lá o que for, e que faz coisas que até Deus duvida...Enfim...Cada usa sua liberdade como lhe convêm, não é? Pois é.

Também quase me tornei escrava do trabalho. Há alguns anos. E por umas duas ou três vezes. Pode ser que me engane, mas acredito que não corro mais perigo de acontecer novamente. Não vale a pena. Não mesmo.




Escrava do amor. Você já foi viciado(a) em amor? Veja bem, não estou falando de sexo! Estou falando de amor...Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa...rsrs..Se bem que tem gente que confunde as duas..rsrs..Enfim. Não. Que eu me lembre, nunca fui escrava do amor. Mas aos 18 anos fiquei um pouco dependente deste sentimento....Estou lembrando agora...Nada grave. Passou rápido. Coisa de adolescente..rsrsrs

E aos 51 anos me percebo tão livre e tão consciente de como usufruir minha liberdade....A começar pela liberdade de expressão, é claro! Escrever, escrever, escrever...rsrsrs...
E liberdade para falar, para rir, para dançar, para cantar, para correr, para trabalhar, para ler, para escolher o que assistir na TV. Liberdade para escolher que roupa usar, sem me importar se está na moda ou não. Liberdade para usar meus cabelos curtos, gostem os homens ou não. Liberdade para pintar minhas unhas da cor que gostar, e deixá-las curtas ou compridas.
Liberdade para escolher meus amigos e para cultivar as amizades. Liberdade para me afastar de quem não me quer bem, de quem mente para mim, de quem me engana. Liberdade para dizer não a quem precisa ouvir o não. E para dizer sim a quem merece o sim.


Liberdade para dizer eu te amo.
Liberdade para dizer sinto sua falta.
Liberdade para dizer preciso de você.
Liberdade para ser criança. E para ser adulta.
Liberdade para sentir ciúmes sem culpa.
Liberdade para chorar de rir. E para rir de chorar.
Liberdade para pedir por favor. E para agradecer.




Liberdade para ir e vir quando quiser, como quiser, do jeito que quiser e com quem quiser.
Liberdade para sofrer e chorar minhas dores, minhas perdas e danos, e até meus desamores.
Liberdade para sentir, sorrir e gozar minhas alegrias, minhas conquistas e vitórias, até mesmo as amorosas...



Liberdade para amar. E para ser amada.
Liberdade para ser sincera.
Para demonstrar meus sentimentos sem medo de ser considerada piegas, imatura ou maluquete.
Liberdade para decidir seguir em frente.
Ou para ter coragem de recuar ou até mesmo desistir.
Liberdade para ser eu mesma. Sempre.


E você? O que você está fazendo com a sua liberdade?

DICA QUENTÍSSIMA!!!!

Um espetáculo! O projeto "Memória Roda Viva" - uma iniciativa conjunta do Labjor/Unicamp, Fapesp, Fundação Padre Anchieta e Nepp/Unicamp - disponibiliza, na íntegra, todas as entrevistas feitas pelo programa "Roda Viva" da TV Cultura. Claro que fui conferir! E neste momento estou vendo a entrevista de Washington Olivetto, realizada em julho de 1989! Não é um espetáculo? Pois é.



O programa, no ar desde 1986, apresenta semanalmente entrevistas com personalidades, brasileiras e estrangeiras, de diferentes áreas e tendências político/ideológica, com total liberdade de opinião e de escolha dos entrevistados e entrevistadores, só possível numa emissora pública como a TV Cultura, o que transformou o "Roda Viva" num importante painel do pensamento contemporâneo.




Olha só as entrevistas que encontrei por lá durante minha “averiguação”...rsrsrs..Sente só: Patch Adams (2007), Oliviero Toscani (1995), Domenico de Masi (1999), Dadá Maravilha (1987), Alberto Dines (2004), Ayrton Senna (1986), Fernando Sabino (1989), Orlando Villas Bôas (1999), Grande Otelo (1987), Lobão (2002), Paulo Francis (1994), Pedro Almodóvar (1995), Tom Jobim (1993).
E tem Lula, Fernando Henrique Cardoso, César Maia, José Serra, Collor, e todos os políticos que você possa imaginar. E tem Jô Soares, Gal Costa, Millôr Fernandes, e Bernardinho..Percebeu o riqueza do acervo? Percebeu o espetáculo que é?
Além de finalizar a inclusão de todas as entrevistas feitas nesses 22 anos, o projeto prevê a atualização constante do site com as novas entrevistas, e tem como objetivo disponibilizar o conteúdo - textos integrais acrescidos de verbetes, referências, fotos e pequeno vídeo - possibilitando acesso livre para pesquisadores,estudantes e interessados em geral, num sistema de fácil navegação.
Acesse o endereço http://www.rodaviva.fapesp.br
Claro que este endereço já está em meus favoritos!
E eu vou perder estas entrevistas?
Nem pensar....

domingo, 13 de julho de 2008

MINEIRINHO VENDEDOR...

Um mineirinho inteligente vindo da roça se candidatou a um emprego numa grande loja de departamentos da cidade. Na verdade era a maior loja de departamentos do mundo, tudo podia ser comprado nessa loja. O gerente perguntou ao rapaz:
- Você já trabalhou alguma vez na vida?
- Sim, eu fazia negócios na roça.
O gerente gostou do jeito simpático do mineiro e disse:
- Pode começar amanhã, e no final da tarde venho verificar como você se saiu.
O dia foi longo e árduo para o rapaz. Às 17h30 o gerente se acercou do novo empregado para verificar sua produtividade e perguntou:
- Quantas vendas você fez hoje?
- Uma !
- Só uma? A maioria dos meus vendedores faz de 30 a 40 vendas por dia. De quanto foi a venda que você fez?
- Dois milhões e meio de reais !
- Como você conseguiu isso?
- Bem, o cliente entrou na loja e eu lhe vendi um anzol pequeno, depois um anzol médio e finalmente um anzol bem grande. Daí eu lhe vendi uma linha fina de pescar, uma de resistência média e uma bem grossa, para pescaria pesada.
- Eu lhe perguntei onde ele ia pescar e ele me disse que ia fazer pesca oceânica. Então sugeri que talvez fosse precisar de um barco, então eu o acompanhei até seção de náutica e lhe vendi uma lancha importada, de primeira linha. Aí eu disse a ele que talvez um carro pequeno não fosse capaz de puxar a lancha, levei-o a seção de carros e lhe vendi uma caminhonete com tração nas quatro rodas.
O gerente levou um susto e perguntou:
- Você vendeu tudo isso a um cliente que veio aqui para comprar um pequeno anzol?
- Não senhor, ele entrou aqui, de fato, para comprar um pacote de absorvente para a esposa, e eu disse a ele:
- Me parece um final de semana perdido, porque o senhor não vai pescar?

VOCÊ JÁ FOI LÁ? UM BELO PASSEIO...

Museu Casa de Benjamin Constant
A casa onde residiram Benjamin Constant Botelho de Magalhães - o "Fundador da República" - e sua família, a partir de 1889, sofreu algumas reformas e obras de restauração ao longo de sua existência.
Em 1891, logo após o falecimento de Benjamin Constant, o imóvel da Rua Monte Alegre, em Santa Teresa, foi adquirido pelo patrimônio público e, em atendimento à primeira Constituição Republicana Brasileira, deixado em usufruto à viúva, sendo colocada no local uma lápide em homenagem à "memória do grande patriota". Em 2 de abril de 1958, foi tombado pelo IPHAN. A partir de 1961, quando foi devolvido à União, o imóvel teve utilização diversa, até que, em 1982, após o levantamento do acervo ali existente, foi criado o Museu Casa de Benjamin Constant, com o propósito de reconstituir o ambiente familiar e o contexto sócio-cultural em que viveu uma das maiores figuras da história republicana brasileira.
O Museu, além da exposição permanente do seu acervo, desenvolve uma série de atividades culturais, como pesquisas, cursos, exposições temporárias e os concertos ao ar livre, já tradicionais em Santa Teresa.
13 de julho - Visita Teatralizada Oficina de Dobraduras
10 de agosto - Contador de HistoriaOficina Ecológica no Parque do Museu
14 de setembro - Visita Teatralizada Oficina de Dobraduras
Acervo

Na condição de museu histórico, o Museu reúne um acervo bastante diversificado. A própria área onde está situado constitui uma forma de ocupação urbana - a chácara - típica do bairro de Santa Teresa, e interessante para a compreensão das maneiras como se vivia no Rio de Janeiro em meados do século XIX. Por outro lado, o interior da casa onde faleceu Benjamin Constant abriga valioso acervo ligado a diversos aspectos das vidas privada e pública do "Fundador da República": pinturas, fotografias, esculturas, mobiliário, indumentária, medalhas, objetos pessoais, livros e documentos.
Como a família de Benjamin Constant permaneceu ocupando o imóvel após sua morte, os elementos básicos do acervo do museu foram aqueles encontrados na casa quando da sua devolução ao patrimônio público, principalmente, o mobiliário. Infelizmente, muitas peças estavam definitivamente prejudicadas pela ação dos cupins, tendo, portanto, sofrido alterações. Outras ainda foram restauradas e algumas, copiadas. A elas, acrescentaram-se as doações efetuadas pelos próprios descendentes de Benjamin Constant, que incluíram desde objetos de seu uso pessoal, como a escova de dentes e o pincel de barba, até a sua faixa mortuária e flores que ornamentaram o seu túmulo. Aliás, as doações não cessaram e o museu enriquece o seu acervo permanentemente.
O acervo do museu é, portanto, constituído tanto por peças reunidas quando da sua criação, quanto por outras agregadas posteriormente. Na ambientação da casa, por exemplo, são utilizados alguns objetos típicos de época (utensílios de cozinha, colchas de cama, móveis, etc) que não pertenceram a Benjamin Constant ou à sua família. Todos, no entanto, cumprem o seu papel principal: oferecer ao visitante elementos para o conhecimento da vida de Benjamin Constant.
Museu Casa de Benjamin Constant
Rua Monte Alegre, 255
Santa TeresaRio de Janeiro - RJ -
CEP 20240-190
Tel. (021) 231-1248
Visitação: De 5a. a domingo, das 13 às 17 horas.
Serviços: Cursos, atividades infanto-juvenis, atividades educacionais, biblioteca.
Entrada franca.

COM OU SEM DIPLOMA? EIS A QUESTÃO...

Parte da entrevista publicada originalmente pela IHU On-Line
28.03.2008


Ivana Bentes (*)



Qual é a sua opinião sobre o diploma de jornalismo hoje?


Nesse item, a minha opinião é muito clara. Acredito que hoje o diploma represente uma reserva de legitimação dos sindicatos. É claro que os sindicatos tiveram uma importância histórica nas lutas políticas e vão continuar a ter, mas também considero que devemos passar por um momento de mudança dessa mentalidade, porque quem faz jornalismo hoje não é só jornalista. Nós temos vários outros grupos sociais produzindo jornalismo. A partir do momento em que os sindicatos exigem o diploma de jornalista, cuidam apenas daquele com carteira assinada e sindicalizado. Eles estão excluindo, deixando de prestar atenção num fenômeno global que é o cognitariado, que abrange as pessoas que trabalham com produção de conhecimento a partir da mídia, desse campo de comunicação, encontradas em diversas áreas.


Para mim, os sindicatos não podem cuidar apenas dos sindicalizados e dos que têm diploma de jornalista. Precisam é cuidar do freelancer, das pessoas com menos condições de inserção nas grandes mídias. Creio que o diploma já foi importante, mas não é mais. As escolas de comunicação precisam vender qualidade e não reserva de mercado para um determinado profissional.




Então, surge uma argumentação contrária, afirmando que isso é fazer o jogo das empresas. Vejamos que as empresas já burlam o diploma de todas as formas, como os colunistas. Sempre peço aos meus alunos para analisarem qual é o maior salário das redações e o resultado é sempre o mesmo: os colunistas. Quantos deles são formados em jornalismo? Quase nenhum! Os cronistas, os editores, os colunistas, isto é, os cargos mais nobres da redação são ocupados, geralmente, por não jornalistas. E isso há décadas! Eu considero muito saudável o fato de que sociólogos, antropólogos, filósofos, economistas e artistas escrevam nos jornais. O jornalista não tem mais aquele perfil fechado. Se a exigência do diploma acabasse amanhã, os cursos de comunicação continuariam iguais. Os cursos que fazem a diferença dentro da formação desse profissional continuam formando profissionais de qualidade. O que muda e o que acaba são os cursos que realmente vendiam apenas o diploma.


* Ivana Bentes Oliveira é doutora em comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde hoje é diretora da Escola de Comunicação.


Fonte: 3º Setor

sexta-feira, 11 de julho de 2008

UM BOM MOTIVO PARA VISITAR RESENDE...

VISITE RESENDE






A CIDADE QUE TEM 53% DE ESGOTO TRATADO

PARA REFLETIR...

"A mulher é metafísica; homem é engenharia. A mulher deseja o impossível; desejar o impossível é sua grande beleza. Ela vive buscando atingir a plenitude e essa luta contra o vazio justifica sua missão de entrega. Mesmo que essa "plenitude" seja um "living" bem decorado ou o perfeito funcionamento do lar. O amor exige coragem. E o homem... é mais covarde. O homem, quando conquista, acha que não tem mais de se esforçar e aí , dança..."
Jabor....

SÁBADO, DIA 12, TEM ENTREVISTA AO MEIO DIA!!! NÃO PERCAM!

Atenção chorões e galera que ama o choro!
Neste sábado, dia 12, ao meio-dia, tem entrevista com o bandolinista Jorge Cardoso na Rádio Câmara FM (96,9 Mhz) de Brasília, com produção e apresentação de Ruy Godinho.


Entrevistei Jorge Cardoso, autor do choro “Balançadinho”, vencedor do Festival Chorando No Rio, quando ele ainda estava em Milão, onde estudou durante quatro anos no Conservatório Giuseppe Verdi. Agora Jorge está formado no Curso Superior de Bandolim e é o segundo músico brasileiro a graduar-se naquele Conservatório. Antes dele, somente Carlos Gomes. É mole? Pois é. Quando eu digo que ele “é o cara” ...

O músico falará de sua experiência na Itália e ilustrará, de forma bem didática, as diferenças de linguagem e execução entre o bandolim brasileiro e o napolitano.Na parte musical, além de músicas compostas e interpretadas por Jorge Cardoso, serão incluídas também obras de Takashi Ochi e de Rafaeli Calace, de forma a facilitar a compreensão entre as duas escolas.





A Rádio Câmara não reprisa o programa. Mas dá para acompanhar ao vivo pela internet, no sítio da emissora: www.radio.camara.gov.br
A Rádio Roquette-Pinto FM (91,4 Mhz) do Rio de Janeiro também exibe o programa Roda de Choro.
Esta edição será exibida na terça (15/07) às 14h.
Reprises: quarta (16/08) às 2h, quinta (17/08) às 14h e sexta (18/08) às 2h.
Também dá para acompanhar ao vivo pela internet, no sítio da emissora: www.fm94.rj.gov.br

EM VISCONDE DE MAUÁ E IMPERDÍVEL!!!! UM ESPETÁCULO DE SHOW!!!

Se você gosta e curte um som de bandolim, não pode perder este fim de semana em Visconde de Mauá! É que Ronaldo do Bandolim estará nos dias 11 e 12 de julho, sexta e sábado, na Pousada Terra da Luz, em Mauá.
Uauauauaauauuuu! Chorinho!!! E muito mais, é claro!



Ronaldo do Bandolim

O show terá a participação de Thaís Motta (pandeiro, cajon e voz) e Marvio Ciribelli (piano). Gente, já postei aqui sobre Marvio Ciribelli. O cara é um escândalo de tão bom que é! A Thais canta muito!!! E o Ronaldo no bandolim, é uma coisa de louco!



Ronaldo e seu bandolim..

Então, o que vocês acham que será este show???
Claro que estarei lá! Imagina que não...
Perder um espetáculo de show como esse?




Marvio Ciribelli



Além do que, o lugar é muitíssimo aconhegante, o friozinho tá gostoso...





Pousada Terra da Luz


Horário dos shows: 22h30min
Ingressos: R$ 30
Capacidade: 60 pessoas
End: Reta Maringá-Minas s/nº (Visconde de Mauá-Maringá)
Classificação etária: 18 anos
Reservas e informações: tel (24) 3387-1306 / (24) 3387-1545
www.pousadaterradaluz.com.br



quinta-feira, 10 de julho de 2008

INSCRIÇÕES SÓ ATÉ O DIA 15 DE AGOSTO!!!

Atenção artistas!!! Estão abertas as inscrições para um dos mais conceituados eventos das artes plásticas da região Sul Fluminense: o Salão da Primavera, promovido anualmente pelo Museu de Arte Moderna de Resende. Quem quiser participar tem até o dia 15 de agosto para inscrever suas obras que, de acordo com o regulamento, podem ser divididas em seis categorias: pintura, desenho, gravura, escultura, instalação e objeto de manifestação livre (qualquer produto de processo inventivo que não se enquadre nas demais categorias).


As inscrições podem ser feitas pelos Correios ou pessoalmente, na sede do Museu. Cada artista plástico, de qualquer lugar do Brasil e até mesmo do exterior, poderá inscrever até três obras por categoria. Até 2006, o regulamento do Salão da Primavera previa apenas a participação de artistas radicados nas cidades do eixo Rio-São Paulo. A taxa de inscrição custa R$ 30,00 e é cobrada por categoria e não por obra. Se um artista plástico quiser inscrever três obras na categoria escultura e três na categoria desenho, ele pagará duas taxas, ou seja, R$ 60, uma por cada categoria. Todos os trabalhos inscritos para a exposição passarão pela análise de um corpo de jurados que definirá os participantes do XXXVI Salão da Primavera.
O processo seletivo indicará o nome dos participantes e dos artistas indicados para receber os prêmios Altamiro Pimenta; Eitel César Fernandes e Fundação Casa da Cultura Macedo Miranda. A divulgação será feita no dia 2 de setembro e no dia 13, do mesmo mês, às 19 horas, será realizada a vernissage e a cerimônia de premiação. Os prêmios, que são de aquisição, estão fixados em cinco salários mínimos, e os trabalhos premiados passarão a integrar o acervo do MAM, composto hoje por cerca de 400 trabalhos de artistas plásticos consagrados, como Tarsila do Amaral, Guinard, Goeldi, Lasar Segall, Carlos Scliar e Inimá de Paula, entre outros.


A tradição do Salão da Primavera, que teve a primeira edição realizada em 1950, mostra a sua importância para as artes plásticas na região. Depois da segunda edição, em 1951, o Salão ficou 22 anos paralisado. Em 1974 voltou com força total, sendo realizado de forma contínua. Neste período, muitos talentos foram revelados e lançados no panorama regional e nacional.
O Museu de Arte Moderna de Resende fica no Espaço Cultural Altamiro Pimenta, à Rua Cunha Ferreira, 104, Centro. Mais informações pelo (24) 3355-3220.

domingo, 6 de julho de 2008

PIADA OU TRAGÉDIA?..O HOMEM QUER SER DEUS, E EM NOME DE DEUS CRIA DOUTRINAS...

por Nice Pinheiro
Estava lendo esta “piada”, sobre o “pecado de dançar”. Seria cômico se não fosse trágico. Infelizmente o que tenho visto é isso aí mesmo. Nas várias religiões que conheci sempre usam Deus para justificar a lei dos homens. Porque são os homens que interpretam a bíblia.


A Bíblia é uma só. As interpretações são várias. E todas as igrejas e religiões crêem que estão certas.
Por exemplo: para os que são Testemunhas de Jeová, a transfusão de sangue é pecado. Que morram seus filhos, seus pais, seus irmãos. Transfusão de sangue, não! Ainda bem que médicos esclarecidos e conscientes já estão recorrendo à justiça para poderem salvar a vida de parentes de seguidores desta denominação.




Outras denominações não permitem que mulheres pintem o cabelo ou que os cortem, ou que pintem as unhas com esmalte vermelho, ou que usem maquiagem, enfim. A maioria não permite que as mulheres usem calças compridas, nem mesmo durante inverno rigoroso. Ficam as coitadas morrendo de frio.



Todas, ou quase todas, só permitem o sexo após o casamento. Mas só Deus sabe o que fazem antes do casamento...

Todas, ou quase todas, pregam a fidelidade no relacionamento...Ai,ai...Só Deus sabe....

O que percebo é: cada uma com sua doutrina e todas fazendo lavagem cerebral.

As religiões impõem um "pacote" de valores aos fiéis com conceitos básicos de moral e ética e que, na falta de melhor, em alguns casos, realmente ajuda a orientar as pessoas. Mas apresentam uma falha básica: elas afirmam que é preciso ser bom e justo porque Deus assim o quer. Se fizermos a vontade Dele seremos eternamente recompensados, caso contrário sofreremos um castigo eterno.



A verdadeira virtude se baseia no exercício da razão, não na esperança de uma recompensa ou no medo de um castigo, o que em nada difere dos métodos usados por domadores de animais. Se nós entendemos por que é preciso fazer isto ou não podemos fazer aquilo, nossa ética será muito mais forte do que a imposta por dogmas. Pelo contrário, como disse Feuerbach, "quando a moral se baseia na teologia, quando o direito depende da autoridade divina, as coisas mais imorais e injustas podem ser justificadas e impostas".



E por isso acredito, sinceramente, que a maioria das pessoas que eram “do mundo”, como dizem os evangélicos, certamente voltarão “ao mundo” muito pior do que eram, caso abandonem a igreja. Simplesmente porque estas pessoas não conseguem se controlar se não tiverem a igreja e suas doutrinas para “segurá-las”. Mas a essência de todas continua no mesmo lugar. Justamente por isso, grande parte continua a fazer coisas “erradas”, mas às escondidas. Continuam sendo infiéis, mentirosas, imorais, enfim. Longe das vistas dos “irmãos em cristo” e da sociedade.

Todas as religiões fazem isso com as pessoas. Porque cada uma interpreta a bíblia à sua maneira e conveniência, e todas, sem exceção, apresentam um "pacote" de valores aos fiéis, com conceitos básicos de moral e ética e, não contentes com isso, ainda afirmam que quem obedecer o que está escrito na Bíblia e fizer a vontade de Deus será eternamente recompensado, caso contrário, sofrerá castigo eterno.




*A lei básica da ética e da moral foi estabelecida séculos antes de Cristo. Uma de suas versões é a "Lei de ouro" (Confúcio, 500 a.C.): "Façam aos outros o que gostariam que lhes fizessem. Não façam aos outros o que não gostariam que lhes fizessem. Vocês só precisam desta lei. É a base de todo o resto". Outro modo de dizer isto é: não há pecado, não há um deus que premie ou castigue, há consequências. Cada um deve suportar as consequências do que faz.



A idéia de que a moral só é possível através de Deus, é a idéia de que amor e felicidade só podem ser conseguidos em um outro mundo.

As crenças religiosas nos permitem atribuir aos desígnios de uma entidade abstrata e onipotente os problemas que afligem o mundo, tirando-nos, assim, a responsabilidade de resolvê-los. Até mesmo grupos de chimpanzés e gorilas têm suas leis. Sua inteligência, ainda que limitada, lhes permite reconhecer que, sem elas, a convivência não seria possível e o grupo se auto-destruiria. A verdadeira virtude se baseia no exercício da razão, não na esperança de uma recompensa ou no medo de um castigo, o que em nada difere dos métodos usados por domadores de animais.

Alguns podem se perguntar: como seríamos hoje sem ter tido a religião ao longo dos séculos? Uma coisa é certa: milhões de pessoas não teriam morrido na fogueira ou torturadas. Civilizações e suas culturas não teriam sido arrasadas por serem pagãs. A ciência não teria se estagnado por tanto tempo (e mesmo regredido) por medo da fogueira. As mulheres não teriam sido afastadas de uma participação ativa ao lado dos homens nem tratadas como simples reprodutoras, o "vaso imperfeito que recebe o sêmen perfeito do marido".





Aquilo que nos parecem ser as contribuições da religião para o bem-estar e o progresso da sociedade foi, na verdade, obra de indivíduos e organizações bem-intencionados, mais do que o resultado de uma crença religiosa. Somando-se tudo, é possível que o resultado ainda seja mais negativo que positivo. (*Fernando Silva)




Um fanático segue tudo sem questionar e foi essa atitude mental que causou não só guerras religiosas como também as laicas. Um fanático comunista e um cristão têm a mesma forma mental de encarar as coisas. Ambos acreditam num líder infalível ou numa igreja infalível ou ideologia infalível. Deus pode ser infalível, mas sua igreja é dirigida por homens e esses não são.



A religião cria muitos sentimentos de culpa. A pessoa perde a liberdade sexual, vive preocupada em agir direito para ter a recompensa, e também tem muito medo dos castigos e do Inferno. Sendo assim, acho que a religião cria o problema e depois se oferece para eliminá-lo.




A religião ensina a jogar toda esperança em cima de um Deus. Mas não ensina à pessoa os melhores métodos para lidar com as situações.




O ruim de igrejas e sociedades é a clonificaçao do ser humano. Se você só conviver com pessoas que pensam como você, você não quer indivíduos do seu lado. Você quer clones.



Cada religião tem sua maneira de expressar sua diferença. Isso também é comum. Se não houver diferenças então porque você escolheria uma em preferência a outra? E todo país tem uma religião da maioria. E nos países livres, várias outras convivendo. Quando existe uma grande gama de escolhas, de acordo com sua personalidade, você vai escolher.


Nos paises onde não há escolha, fazer o quê. Adere ou morre.

QUEM DISSE QUE É PECADO DANÇAR? DEUS?

Um casal muçulmano preparando o casamento religioso, visita um Mullah buscando aconselhamento. O homem pergunta:
- Nós sabemos que é uma tradição no Islã os homens dançarem com homens e mulheres dançarem com mulheres. Mas em nossa festa de casamento, nós gostaríamos de sua permissão para que todos dancem juntos, inclusive homens com as mulheres.
- Absolutamente, não! - diz o Mullah - É imoral. Homens e mulheres sempre dançam separados. Definitivamente, não!
- Então após a cerimônia eu não posso dançar nem com minha própria esposa?
- Não - respondeu o Mullah - Dançar com mulher é, e sempre será, proibido no Islã.
- Está bem - diz o homem. Bem, e quanto a sexo? Podemos finalmente fazer sexo?
- É claro! - responde o Mullah - Alá é Grande! No Islã, o sexo é bom, dentro do casamento, para ter filhos!
- E quanto a posições diferentes? - pergunta o homem.
- Alá é Grande! Sem problemas! - diz o Mullah..
- E mulher por cima? - o homem pergunta.
- Claro! - diz o Mullah - Alá é Grande. Pode fazer!
- De quatro?
- Claro! Alá é Grande!
- Oral?
- Sim, sim. Sem problemas.
- Anal?
- Sim, sempre que quiserem.
- Na mesa da cozinha ?
- Sim, sim! Alá é Grande!
- No tapete da sala?
- Por certo, pois vocês estão no aconchego do seu lar.
- Posso fazê-lo, então, com todas minhas quatro esposas juntas, em colchões de borracha, com uma garrafa e óleo quente,Vibradores,chantilly, acessórios de couro, pote de mel e vídeos pornográficos?
- Você pode, é claro. Alá é grande!!
- Podemos fazer de pé?
- Nããããoooo! Nunca! Nãããããoooo de jeito nenhum! Diz o Mullah..
- E por que não? Pergunta o homem surpreso.
- Porque vocês poderiam se entusiasmar e... acabar DANÇANDO!!!
Pois é...

QUE ABSURDO!!!!

ESTÃO QUERENDO VENDER A CONCHA ACÚSTICA DE NITERÓI!!!!

PODE ISSO?
NÃO PODE!!!!




A proposta do governo desrespeita claramente a Lei Orgânica Municipal, que proíbe a venda de áreas de lazer da cidade, garantindo que estes locais serão preservados para o uso das comunidades. Igualmente, a proposta desrespeita o Estatuto das Cidades e a Constituição Federal da República, que obrigam a consulta e participação popular na formulação da política urbana, o que não foi considerado, já que a mensagem do prefeito foi aprovada ao apagar das luzes de 2007 e sem que houvesse sequer uma audiência pública para discutir o tema.
Amo Niterói. Passei bons momentos de minha juventude nesta cidade. Minha filha morou lá até bem pouco tempo. Tenho amizades por lá. E recordações maravilhosas. Recentes ou não.
Povo de Nikiti, também sou contra a venda da Concha Acústica!!! Contem comigo!

VAGAS PARA CURSO EM PORTO ALEGRE!

ATENÇÃO!

Inscrições abertas para o primeiro grupo do curso Produtor Cultural na Comunidade, para Porto Alegre. São 20 vagas para jovens de 16 a 26 anos, estudantes ou não, trabalhadores formais ou não, de comunidades periféricas, que estejam participando de um grupo organizado ou que desenvolvam alguma atividade cultural nas áreas de dança, música, artes plásticas ou conhecimento. Cerca de 30% das vagas estão reservadas para mulheres.





A proposta objetiva formar e capacitar jovens para atuarem na cadeia produtiva da cultura como produtores, agentes e ou ativistas culturais, colocando como premissa da ação o bem coletivo.





O Instituto Tri, que promove o curso, tem atuado com formação de platéias, divulgação e promoção de artistas das periferias de Porto Alegre (RS), apoiando, planejando e acompanhando suas carreiras. Também vem observando que jovens cada vez mais investem na cultura como relação de trabalho e o objeto de trabalho via projetos de oficinas, encontros, festivais, coletâneas de música, organização de bibliotecas e campeonatos. A produção cultural e artística tem sido um caminho para um emprego.





O início do curso, com duração de três meses e carga horária de 76 horas, está previsto para o dia 13 de julho, domingo. As passagens para dentro de Porto Alegre e o material necessário para a participação serão subsidiados.






Mais informações:
Apoio: FLD Realização : Instituto Tr.i
Fabiana Meninitel:
55(51) 9903 7875
Porto Alegre / RS - Brasil

REFLETINDO....

"A vida é maluca! Nos apressamos em busca de intimidade e envolvimento pessoal, apenas para morrer de medo quando a possibilidade aparece…"

(Carl Whitaker)

sábado, 5 de julho de 2008

CURIOSIDADES 2 .....

”Jazz Brasileiro”?

Muitas pessoas dizem que o choro é o “jazz brasileiro”, mas ocorre que, apesar de ambos terem em comum a improvisação, o choro surgiu antes do jazz, portanto este último é que deveria chamar-se “choro estadunidense”. Além disso, a origem dos mesmos é diferente: o jazz provém da cultura negra estadunidense e o choro tem origem européia, da polca principalmente. Uma comparação muito mais apropriada entre os dois gêneros musicais, o brasileiro e o estadounidense, é a feita entre o Jazz e a Bossa Nova, essa sim, diretamente influenciada pelo ritmo criado nos EUA.
Letra

Uma das principais discussões sobre o Choro é se deve ou não ter letra. Essa polêmica sempre foi discutida entre os chorões, que tem opiniões diversas, já que o gênero é puramente instrumental, mas de vez em quando algum compositor coloca letra. Um exemplo famoso é o de “Carinhoso” de Pixinguinha que recebeu letra de João de Barro e foi gravado com sucesso por Orlando Silva. As interpretações de Ademilde Fonseca a consagraram como a maior intérprete do choro cantado, sendo considerada a "Rainha do choro".

Opiniões

Radamés Gnattali reconhecia o choro como a mais sofisticada forma de música instrumental popular.
“A verdadeira encarnação da alma brasileira”, disse
Heitor Villa-Lobos.
“O choro está para o brasileiro como o tango está para o argentino.”; “O chorinho é música clássica tocada com pé no chão, calo na mão e alma no céu”, declarou Aquiles Rique Reis, vocalista do conjunto
MPB-4.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

I CONGRESSO DE JORNALISTAS DO RJ

As inscrições para o I Congresso de Jornalistas do Estado do Rio de Janeiro poderão ser feitas até o próximo dia 31 de julho, na sede ou através do site do Sindicato dos Jornalistas do Estado. O evento será realizado nos dias 8 e9 de agosto, no Hotel Solar do Amanhecer, no bairro Charitas, em Niterói. O Congresso tem como objetivo proporcionar aos jornalistas a oportunidade de refletir sobre questões das suas atividades profissionais, como a evolução tecnológica nos meios de comunicação, a formação e a regulamentação profissionais.
O tema central do congresso é "O Jornalismo, o Mundo doTrabalho e a Liberdade de Imprensa".



O valor da inscrição para jornalistas filiados ao Sindicato é de R$ 50 e para os não filiados, R$ 70. Os interessados poderão se inscrever pelo site www.sindicatodosjornalistas.com.br ou indo diretamente à sede da entidade, localizada à Rua Saldanha Marinho, 217, Centro de Niterói. A sessão solene de abertura do I Congresso será na sede da OAB-Niterói, na sexta-feira, dia 8 de agosto, às 18h30.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

COMO COMECEI A FUMAR. COMO ESTOU PARANDO DE FUMAR.

Tinha apenas 15 anos quando nos conhecemos. Uma adolescente boba e ingênua que não conseguiu resistir. Ele simplesmente me seduziu. E me dominou por completo. Tornei-me submissa e escrava. Ele estava sempre ali, me controlando. Oferecia segurança, tranqüilidade, apoio. O simples pensamento de ficar sem ele me deixava enlouquecida! Sem ele não conseguiria nada!






O tempo foi passando e fui ficando cada vez mais dependente. Ah, como eu precisava dele! Aonde eu ia, lá estava ele. Se tivesse insônia, ele me fazia companhia. Se ficasse triste, ele se fazia presente. Se ficasse deprimida, ele me ajudava a superar. Que companheirão! Que amigo de todas as horas!


O tempo continuou a passar e as coisas foram mudando. Já não podíamos ficar juntos em qualquer lugar. Minha primeira reação foi de revolta. Como iria fazer sem ele? E num caso de emergência, tipo uma crise nervosa, como eu faria sem ele?








Não importava. O lugar mais lindo do mundo, com as pessoas mais maravilhosas do planeta: sem ele, nada teria graça. Sempre que possível arrumava um jeito de ficarmos juntos, nem que fosse por cinco minutos apenas.


Fiquei anos assim, até que, num belo dia, a ficha caiu. E quando a ficha caiu, percebi que ele não me fazia bem algum. Percebi que sua presença era nociva. Ele era maquiavélico. Só queria me destruir. E estava conseguindo. Mas eu não queria aquilo e então resolvi que não queria mais a companhia dele. Sua presença era indesejável.









Quando nos separamos me senti muito bem. Os primeiros dias foram terríveis, mas depois...foram quatro meses maravilhosos! Estava mais alegre, mais saudável, mais viva! Até que um belo dia, na casa de uma amiga, não consegui resistir e cedi. Foi o bastante para que tudo de ruim voltasse a me consumir. Mais um ano e meio se passou e eu já não agüentava mais aquela situação.





Não me conformava em precisar dele para me sentir bem, para me sentir segura ou tranqüila. Quando estava nervosa, ele me acalmava. Quando estava ansiosa, ele me relaxava. Até que chegou ao ponto do insustentável! Que dependência ridícula era aquela? Ele me fazia mal. Me dava náuseas, e até o cheiro dele me incomodava. E foi então que resolvi dar uma basta naquela situação.






A primeira providência foi proibir a entrada dele na minha casa. Não o quero mais na minha vida. Não quero seu cheiro na minha cama e não quero ver resquícios de sua presença em nenhum canto de meu lar.
Está sendo difícil sim. Afinal, foram 36 anos juntos. E 36 anos não são trinta e seis dias. O primeiro dia sem ele foi quase insuportável. Chorei muito. A falta dele me consumia. Eu queria “voar” no pescoço de alguém. Foi difícil trabalhar, conversar com as pessoas, falar ao telefone. O raciocínio era lento, a concentração era quase impossível e a visão, por vezes, ficava turva. Quando cheguei em casa procurei logo um remédio para dormir. E consegui dormir, mas acordei de madrugada e encharcada de suor. Fiquei nessa luta até amanhecer.







Não quero mais pensar nele. Sempre que ele vem à minha mente, distraio os pensamentos. É muito difícil, mas tem surtido efeito. Durante os primeiros dias acordei no meio da noite, molhada de suor. Trocava de roupa e voltava a dormir. Com dificuldade, mas dormia.



Hoje estou mais tranqüila. De vez em quando a boca enche d’água, é verdade. Mas vontade é coisa que dá e passa. Desta vez ele não vai me vencer. Não quero mais ceder ao seu gosto amargo e ao seu cheiro insuportável. Simplesmente não quero mais.




Agora mesmo. Neste momento, estou com vontade dele. Uma garrafa d’água à minha frente e uma bala depois. Resolvo o problema. Não vou fumar. Não quero fumar.














O cigarro vicia. Como a maconha, a cocaína , o crack, enfim. A ausência da nicotina no corpo, também provoca a síndrome da abstinência. O cigarro é um droga, como qualquer outra. A diferença é que o cigarro é uma droga lícita. Como o álcool. Mas é uma droga.
Quando tentei parar sem o auxílio de remédio, não consegui. Desmaios, suores, tremores, crises de choro. Uma situação horrível. Deprimente. Finalmente resolvi procurar um médico. Um pneumologista. Respondi a um questionário, passei por alguns exames, fiz raio x dos pulmões e finalmente comecei o tratamento, seguindo orientação médica. Esta é a segunda vez.
A recaída aconteceu porque me senti o máximo, a poderosa! Afinal, eu podia mais do que ele! Podia resistir sempre! Mentira! O ex-tabagista é como o ex-alcoólatra: não pode colocar um primeiro gole na boca. O ex-fumante não pode colocar um primeiro cigarro na boca, não pode dar um primeiro trago. Agora sei que não sou mais do que ele. Agora sei que apenas posso controlar minha vontade.
Um dia de cada vez. A primeira atitude é querer não fumar mais. A segunda atitude é admitir o vício. A terceira é procurar o médico. E depois, é seguir a orientação médica e ter muita força de vontade, muita garra e muita determinação.







Olá, meu nome é Nice Pinheiro e sou viciada em cigarro. Estou limpa há quinze dias.
Só por hoje eu não vou fumar.

AGORA É LEI: É PROIBIDO FUMAR EM RESENDE!!!!

Acompanhando a tendência mundial, o cerco aos fumantes está se fechando em Resende. Foi aprovado o projeto de lei que proíbe a prática do tabagismo em recintos coletivos fechados do município. Polêmico, o projeto proíbe o uso de cigarros, cigarrilhas, charutos e cachimbos em recinto coletivo fechado, público ou privado em toda a cidade.


Pelo projeto, recinto coletivo fechado é o ambiente destinado à utilização simultânea de pessoas, delimitado por teto e paredes, divisórias ou quaisquer outras barreiras físicas, vazadas ou não, com ou sem janelas, mesmo abertas, incluindo-se saguões, alas, antecâmaras, vestíbulos, escadas, rampas, corredores, praças de alimentação e similares, com exceção das residências.
O fumante que não atender aos preceitos da lei fica sujeito à advertência e, em caso de desobediência, poderá ser retirado do recinto pelo responsável do empreendimento, sem prejuízo das sanções previstas na legislação. Só será permitida a utilização de cigarros em locais públicos que tenham ou criem ambientes ao ar livre, como varandas e terraços. Porém, nas varandas e terraços onde for permitido o fumo, não poderá existir qualquer tipo de comunicação direta com o recinto coletivo fechado.

Os proprietários de empreendimentos comerciais, industriais e de prestação de serviços que não cumprirem a lei ficarão sujeitos a multas. Os estabelecimentos terão um prazo de 30 dias após a publicação da lei para fazerem as adaptações necessárias. Os que não tiverem como adaptar os locais terão que restringir o uso do tabaco naquela área. A fiscalização e a aplicação das punições pelo descumprimento da lei ficarão a cargo do Setor de Fiscalização de Posturas e pela Vigilância Sanitária do Município.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), há no mundo cerca de R$ 2 bilhões de fumantes passivos, ou seja, aqueles que só respiram a fumaça do cigarro. Calcula-se que metade das crianças se enquadra nessa categoria.



É. O cerco está fechando mesmo. Ainda bem que parei de fumar!