quinta-feira, 29 de março de 2012

MUITOS NÃO ENTENDERAM NADA...

Reproduzo aqui uma parte do texto. Clique no link para ler na íntegra.


Foi Millôr que me ensinou que não devemos nos importar com as pessoas que nos olham de soslaio, como se a defesa de uma opinião fosse um sinal de arrogância. Em tempos em que as pessoas abandonam suas convicções como se fossem besouros úmidos saindo de um casulo, ele era uma voz que recusava parceria com este tipo de gente. Millôr se foi e deixou para trás uma nação que pensa que "só devemos criticar quando podemos fazer melhor" e que qualquer pensamento contrário é "inveja do sucesso". Um país que pensa que colocar silicone nos peitos torna qualquer mulher automaticamente mais gostosa e que "sucesso" significa aparecer na TV a qualquer custo, não importa fazendo o quê. Se o Brasil "pensa" assim é porque não entendeu nada daquilo que Millôr passou a vida inteira tentando nos mostrar.


Assim como aconteceu quando Paulo Francis se mandou deste planeta miserável, a morte de Millôr deixou o Brasil inteiro ainda mais burro. Pobre de nós...

quarta-feira, 28 de março de 2012

FEZ A BARBA E O CHORO EM PORTO ALEGRE

O documentário "Fez a barba e o choro" foi lançado nesta quarta-feira, dia 28, na Sala Redenção, Campus Central da UFRGS.


O filme, gravado em 2010 no entorno da Barbearia Machado - tradicional ponto de encontro de chorinho no bairro Sarandi - mostra um grupo de choro surgido em uma barbearia da zona norte de Porto Alegre. Canções de Lupicínio Rodrigues (Se acaso você chegasse e Loucura), Chiquinha Gonzaga (Lua Branca) e composições do grupo podem ser escutadas entre os depoimentos que misturam nostalgia e emoção de quarenta anos de música e amizade.


Sinopse:
Numa barbearia de calçada em um bairro da zona norte de Porto Alegre, acontece o encontro de Seu Machado, Professor Menoti, Soninha, Cássio e os irmãos Camanga e Camanguinha. Em meio a cabelos, barbas e histórias acumuladas durante os quarenta anos de amizade, todos os sábados à noite esse grupo reúne amigos e fecha a barbearia com uma agradável sessão de Chorinho. O documentário Fez a Barba e o Choro, acompanhou toda a movimentação do salão até sua transformação gradual em um clube de choro, e as histórias desse grupo de amigos que transformou a rotina dos moradores locais.


Informações de Márcio Gobatto - Agenda do Samba & Choro



OFICINA PARA JOVENS ATORES NO RJ

Teatro Itinerante, no Rio de Janeiro, seleciona 20 jovens atores entre 13 e 18 anos para oficina de espetáculo de rua que estreará em maio. Local da estréia: Rua Ceará, em frente ao Ponto de Cultura onde funciona a unidade da FAETEC. Os selecionados terão uma ajuda de custo e todos que participarem receberão o Certificado de Participação.


Local dos ensaios: Rua Heitor Carrilho, 145 Cidade Nova – próximo ao Metrô Praça XI e fundos do Sambódromo. Envie nome, endereço, telefone e foto ( se tiver ) para teatroitinerante.rua@gmail.com. Seja rápido, pois há limite de inscrição. Saiba mais sobre o Teatro Itinerante no www.teatroparceria.blogspot.com.


SERVATIS: CONVÊNIOS PARA REFLORESTAMENTO E TRATAMENTO DE ESGOTO DE BAIRROS VIZINHOS

A Servatis vai assinar nesta quinta-feira, dia 29, às 11h30, dois convênios ambientais com a prefeitura de Resende. Um deles prevê o uso da Estação de Tratamento de Efluentes da empresa para o tratamento do esgoto de 3,5 mil moradores dos bairros Campo Belo, Fazenda da Barra II e Parque Embaixador, vizinhos a sua fábrica em Resende. O outro convênio, realizado por intermédio da AMAR (Agência de Meio Ambiente de Resende), prevê o plantio de cerca de 30 mil mudas de espécies da Mata Atlânticas numa área de 90 mil m², com o objetivo de recuperar a mata ciliar às margens do Rio Pirapetinga.


Essas iniciativas, somadas a outras ações que estão em andamento na empresa, como a construção de uma estação de alevinos com objetivo de repovoar o Rio Paraíba, integrarão um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que está sendo formalizado junto aos órgãos ambientais, em especial o INEA (Instituto Estadual do Ambiente), e o Ministério Público. Paralela a assinatura do evento, é aguardada a presença do vice-governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, que estará na região para conhecer a unidade da Servatis, que recebe o Parque Biotecnológico da Vida, projeto do Governo do Estado, desenvolvido por meio da liderança do Instituto Vital Brasil (IVB).


Também estão previstas as vindas dos Secretários de Estado de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, de Ambiente, Carlos Minc, e da presidente do INEA, Marilene Ramos, além do prefeito de Resende, José Rechuan e do presidente da AMAR, Paulo Fontanezzi. Os investimentos que serão formalizados pela empresa, somado as iniciativas já em andamento que farão parte do TAC, e a possibilidade de convênio com o Governo do Estado para que a empresa abrigue um Parque Biotecnológico da Vida mostram o compromisso da nova direção da empresa, que tem como prioridade o Meio Ambiente.


ETE vai beneficiar 3,5 mil moradores

Com a utilização da Estação de Tratamentos de Efluentes (ETE) Servatis, o município deixará de despejar cerca de 12 milhões de litros de esgoto por mês sem tratamento no Meio Ambiente. A obra de ligação da rede de esgoto do Campo Belo, Fazenda da Barra II e Parque Embaixador até a ETE da Servatis, já foi concluída em parceria com a Concessionária Água das Agulhas Negras. A iniciativa vai cessar a poluição de uma lagoa no Polo Industrial, e dar mais um salto na despoluição do Rio Pirapetinga, afluente do Rio Paraíba do Sul, que já não recebe mais esgoto dos bairros Fazenda da Barra I, Jardim do Sol e Jardim Esperança.


Parque Tecnológico da Vida

A Servatis assinou em fevereiro um acordo com o Instituto Vital Brasil para a reserva de uma área de 157 mil m² que abrigará a instalação do primeiro Parque Biotecnológico do Interior do Estado do Rio de Janeiro, o Parque Tecnológico da Vida, um projeto oficial do Governo do Estado e que tem a missão de dinamizar o desenvolvimento tecnológico e industrial da biotecnologia no Rio de Janeiro. Será o elo entre as diversas áreas de conhecimento científico, como as universidades, institutos e pesquisadores e o setor produtivo. Serão muitas empresas, grande volume de investimentos e de novos empregos gerados.


Recuperação de Mata ciliar

O convênio a ser assinado entre a Servatis e a Agência de Meio Ambiente de Resende (AMAR) tem por objetivo plantar um total de 30 mil mudas de espécies nativas da mata atlântica, numa área 90 mil m². Além da absorção de CO² - gás de efeito estufa e a execução de projeto de educação/conscientização ambiental com o poder público e com a comunidade, a iniciativa traz outros benefícios: proteção de recursos hídricos contra erosão e prevenção de enchentes; criação de habitat para fauna e flora; contribuição com as metas do Município de Resende e do Estado do Rio de Janeiro de recomposição florestal do bioma Mata Atlântica. O Projeto tem o tempo de duração estimado em três anos e vai gerar emprego e renda em suas diferentes etapas”.

Informações: Assessoria de Imprensa - Alexandre Campbell/Gustavo Henrique de Souza



1º SEMINÁRIO DE REDES SOCIAIS

Redação Comunique-se

No próximo dia 26 de abril, em São Paulo, acontece o 1º Seminário de Redes Sociais, evento promovido pelo Comunique-se Educação, empresa do Grupo Comunique-se. Um debate sobre desafios, oportunidades e tendências, e que reunirá importantes nomes do segmento, como Felix Ximenes, diretor de Comunicação e Políticas Públicas do Google.


A imprensa será representada por dois experientes profissionais: Rafael Sbarai (editor de mídia social da Veja), mestre em jornalismo on-line e pesquisador em cultura digital, falará das práticas das mídias sociais no jornalismo global. E o professor de Jornalismo Multimídia e Jornalismo Esportivo, Alec Duarte (editor de mídia social do portal G1) que vai abordar a influência das redes sociais na produção jornalística.


Para falar a partir do olhar acadêmico, o Comunique-se recrutou um dos seus principais professores, o jornalista, mestre em Comunicação e titular da disciplina “Comunicação nas redes sociais”, André Rosa.


O seminário também trará a perspectiva de quem planeja o uso das mídias sociais para grandes clientes. Nesse sentido, o público poderá ouvir cases e experiências de duas das principais agências de Relações Públicas do Brasil: Burson-Masteller e In Press Porter Novelli.


Um dos grandes diferenciais do programa será a discussão dos riscos jurídicos decorrentes de uma má gestão no uso das mídias sociais. Para esclarecer dúvidas e apontar medidas preventivas, o seminário terá o advogado Renato Opice Blum, professor em instituições como ITA, FGV e Mackenzie e coordenador e co-autor do livro "Manual de Direito Eletrônico e Internet" e "Direito Eletrônico": internet e os tribunais".


Na opinião do diretor do Comunique-se Educação, Fábio Bouéri, este é o primeiro seminário do gênero no Brasil que contempla a pluralidade das abordagens sem abrir mão da prática diária do jornalismo e da comunicação corporativa. “É uma grande oportunidade de entendermos como produtores e consumidores negociam, diariamente, a construção de discursos e conceitos que confirmam cada vez mais a influência das mídias sociais no cotidiano da sociedade”.


Inscrições e mais informações na página especial do 1° Seminário de Redes Sociais, no site do Comunique-se Educação.









terça-feira, 27 de março de 2012

ELEIÇÕES: É SEMPRE A MESMA COISA!

Thomas Jefferson já dizia que “O preço da liberdade é a eterna vigilância.” Penso como meu professor de Análises de Políticas Públicas, Oscar Filho: a democracia também deve ser eternamente vigiada. E é claro, que a vigilância cabe aos cidadãos, aos eleitores, ao legislativo. E por que não vigiar desde o primeiro dia de mandato? Por que não cobrar desde o início do governo? Por que lançar mão de difamações, bate-bocas, insinuações maldosas, ofensas, agressões verbais etc e tal? Por que não usar a democracia em nosso favor sempre, e não somente em período eleitoral? Por quê?


Isso não acrescenta nada. Esse tipo de “controle pré-eleitoral” só demonstra a fome pelo poder. E isso, de forma alguma, significa uma administração melhor. Cabe ao povo vigiar e cobrar. Mas vigilância e cobrança devem ser constantes, e não oportunistas e pontuais. O que vemos de quatro em quatro anos é lamentável. Degradante. Há que se entender melhor a democracia. Há que se viver de acordo com a democracia. E viver de acordo com a democracia não é ser oportunista. É exercer a cidadania diariamente e em todos os sentidos. Inclusive, vigiando o governo (municipal, estadual, federal), sim. Mas de forma cidadã, íntegra, honesta. Cobrar do governo, dos senadores, deputados e vereadores. Oferecer denúncias ao MP, se for o caso. Mas que isso seja feito desde o início do mandato e sem interesses que se sobreponham aos da sociedade, município, estado ou país.


O que vemos de quatro em quatro anos, é sempre o mesmo filme. Atores principais, coadjuvantes e figurantes são, quase sempre, os mesmos. Lastimável. Democracia também implica respeito. Se todos exercessem o papel de cidadão desde o início de uma administração o filme seria outro de quatro em quatro anos. Mas, como viver sem um Big Brother a cada quadriênio? Impossível passar pelo período eleitoral sem baixarias, sem ofensas, sem agressões. É lamentável.

Estamos em pleno século 21, ano 2012, e os políticos e seus eleitores insistem numa forma arcaica e antiética de fazer política. O primeiro século do terceiro milênio e ainda vivemos um ambiente político totalmente retrógrado. É de perder as esperanças. A briga pelo poder interessa muito mais que o bem-estar coletivo. Ultrapassa a fronteira da dignidade, do bom-senso. Mentes retrógradas em ebulição. Muito perigoso...A Política está muito além disso. Política é muito mais que isso. Mas parece que a maioria dos políticos não pensa assim. E muitos eleitores, também.

Nice Pinheiro

domingo, 25 de março de 2012

CARTA ABERTA AO CONGRESSO BRASILEIRO

Excelentíssimos Senhores Congressistas

Enquanto vocês medem forças e brigam apenas e tão somente por poder, o país está gritando por reformas urgentes que viabilizarão seu crescimento econômico e social. Os eleitores vão às urnas para votar nos políticos que vão representá-los. Por isso vocês estão aí, ocupando suas cadeiras e ganhando salários absurdos – pagos pelo povo, cuja maioria esmagadora recebe de um a três salários mínimos por mês. Sem falar nas mordomias e na maior afronta de todas: 14º. e 15º. Salários limpos, sem desconto de Imposto de Renda. E por falar nisso, a Câmara Legislativa do Distrito Federal já acabou com essa pouca vergonha. Todos os deputados distritais votaram pela extinção desses salários extras. Com isso, foi gerada uma economia de R$ 960 mil anuais aos cofres públicos. Pois é. E vocês, quando darão um fim nesse absurdo?


Os senhores, nobres senadores e deputados federais, deveriam estar defendendo os interesses do povo brasileiro, do país. Mas o que estamos vendo é uma guerra em favor de interesses próprios e escusos em detrimento do que é realmente importante. Por favor, parem de sacanear o povo brasileiro! Desde 2003, no governo Lula, que vocês estão postergando a votação da reforma tributária. Tirem da gaveta a reforma tributária! É urgente a desoneração industrial para que nossas indústrias tenham reais condições de competitividade. Votem a Resolução 72 que está engavetada desde 2010! É emergencial o fim da guerra de isenção de impostos aos produtos importados. Isso é vergonhoso e absurdo! Estamos gerando emprego para outros países e desempregando o nosso!


A equipe econômica do governo está trabalhando sem parar, sem medir esforços para conter a supervalorização da nossa moeda. Medidas importantes estão sendo postas em prática para equilibrar a economia interna, estimular o comércio interno, a exportação, enfim. Mas para esse país avançar mais, crescer, prosperar, é preciso que vocês trabalhem! Parem de postergar votações importantes e fundamentais que podem impedir uma situação de desemprego e de desindustrialização do país! Tratem de trabalhar e honrar os votos recebidos. E, principalmente, comecem a honrar os salários absurdamente astronômicos que vocês recebem e que são pagos com nossos ínfimos salários. É inadmissível que vocês custem bilhões e bilhões anualmente aos cofres públicos para trabalharem tão pouco, ou quase nada, em prol do povo brasileiro e do país! Arregacem as mangas e comecem a trabalhar em prol do país e do bem-estar do povo brasileiro! É hora de dar um basta nas “facções partidárias”. É hora de união, de apoio! Chega dessa guerra de braço entre planalto e congresso! Tratem de pensar e trabalhar pelo povo e para o povo! Ou então, que feche o Congresso Brasileiro! Assim a presidente Dilma (ou quem quer que esteja na presidência da república) poderá trabalhar pelo país.


Vale lembrar, caríssimos 81 senadores: cada um de vocês custa mais de R$ 33 milhões por ano aos cofres públicos. E vocês, caríssimos 513 deputados federais? Cada um de vocês custa R$ 6,6 milhões anuais. Façam as contas e vejam quanto vocês todos custam aos cofres públicos por ano. Pois é. Seria muitíssimo vantajoso fechar o congresso. Esses bilhões gastos anualmente em salários e mordomias poderiam gerar saúde e educação de qualidade para o povo brasileiro. Vocês foram eleitos para trabalhar para o país e para o povo. Não pagamos seus salários para que vocês fiquem medindo força numa luta por poder político, por vantagens individuais! Trabalhem! Tratem de produzir! Desengavetem o que precisa ser votado, o que é imprescindível ao desenvolvimento do país e ao bem-estar de nosso povo! E, mais uma vez, parem de sacanear o povo brasileiro. Já pensou se o povo brasileiro resolve sacanear vocês???? Pois é. Como dizia meu amigo Demófilo: “Presta atenção às ações dos homens, mas não ao que eles dizem...”


Nice Pinheiro

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

TIRANDO O CHICOTE, CONCORDO E ACRESCENTO.


O senador Reditário Cassol (PP-RO), suplente do ex-governador de Rondônia Ivo Cassol, defendeu na tribuna do Senado o uso do chicote em presidiários que se recusarem a trabalhar na cadeia. “A pessoa condenada por crime grave deve sustentar os dependentes com o trabalho nas cadeias. É um absurdo que a família de um pai morto pelo bandido, por exemplo, fique desamparada, enquanto a família do preso que cometeu o crime receba o auxílio previdenciário de R$ 862,60 - defendeu o senador Reditário. Você pode ler a matéria na íntegra clicando em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/10/06/senador-defende-uso-de-chicote-para-presos-que-se-recusam-trabalhar-925529874.asp#ixzz1a7Ld53x8





Tirando a parte do chicote, concordo com tudo que ele disse. E acrescento. Nosso país é extenso, com muitas áreas vazias e muitas terras produtivas. A construção de presídios no interior de alguns Estados, distantes das grandes capitais, é mais do que viável. Os presos poderiam trabalhar no cultivo de horta e pomar que serviriam para alimentá-los e para o sustentar suas famílias. Sim, porque até agora, e sabe-se lá por mais quanto tempo, somos nós quem pagamos pela “estadia” dos presidiários. Pagamos para que eles permaneçam na ociosidade e na promiscuidade. E ainda sustentamos a família deles com um auxílio-reclusão de R$ 862,60, conforme determina a Lei n° 8.213, de junho de 1991. Para quem não sabe, trata-se de um benefício para os dependentes de quem contribui com o INSS e é preso. Esse benefício é pago durante o período em que o contribuinte estiver preso sob regime fechado ou semi-aberto - não valendo para os presos em liberdade condicional ou em regime aberto.




Os presidiários deveriam ser obrigados a estudar e trabalhar para sustentar a si próprios e suas famílias. Até porque, uma rotina de estudo e trabalho pode proporcionar um caminho mais rápido para uma possível recuperação, para uma reintegração do preso na sociedade, blá, blá, blá. E isso não será possível nunca no contexto atual dos presídios, onde a vida do preso se resume à ociosidade, ao uso de drogas e à promiscuidade.


E os políticos?


Os políticos corruptos devem ser punidos como pessoas comuns, devem ser isentos de imunidade parlamentar e receberem o mesmo tratamento dispensado aos presos comuns. Se um político não respeitou seu país, seus eleitores, seu povo, por que ter privilégios? Por que ter imunidade parlamentar se ele não agiu como um parlamentar e sim como um cafajeste, um ladrão, um agiota, um marginal?




Sim, porque um político que rouba dinheiro da saúde está condenando à morte (e muitas vezes a uma morte lenta e sofrida) as pessoas doentes carentes de seu país, de seu estado, de sua cidade. O dinheiro roubado por ele poderia comprar remédios, pagar reformas e/ou construções de hospitais e postos de saúdes. Poderia pagar salários de mais médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, auxiliares de limpeza, comprar materiais cirúrgicos, equipamentos como tomógrafos, por exemplo, enfim.



O político que rouba dinheiro da Educação rouba a oportunidade o futuro de muitas crianças, jovens e adultos. O dinheiro roubado da Educação poderia ser usado para a contratação de mais professores, para a construção/reforma de mais escolas e creches, para uma merenda escolar mais saudável e mais farta, para a aquisição de equipamentos, móveis, uniformes, e por aí vai.





O político que rouba verbas destinadas às obras está impedindo a construção/reforma de estradas, ferrovias, prédios públicos, propriedades tombadas pelo patrimônio público, enfim. O político que rouba dinheiro destinado à Assistência Social está impedindo que pessoas que perderam tudo numa enchente, por exemplo, tenham seu imóvel em lugar seguro e recomecem suas vidas com dignidade. Impede que mais pessoas sejam beneficiadas.


Todo político que rouba deve ser punido com a severidade de um crime hediondo. Sim, porque o roubo do dinheiro público é um crime hediondo a partir do momento que afeta diretamente a vida de milhares de pessoas impedindo seu acesso à saúde, educação, moradia, saneamento básico e etc.




O crime hediondo não é o crime que causa profunda e consensual repugnância por ofender, de forma acentuadamente grave, valores morais de indiscutível legitimidade, como o sentimento comum de piedade, de fraternidade, de solidariedade e de respeito à dignidade da pessoa humana? Ontologicamente, o conceito de crime hediondo não repousa na idéia de que existem condutas que se revelam como a antítese extrema dos padrões éticos de comportamento social? De que seus autores são portadores de extremo grau de perversidade, de perniciosa ou de periculosidade e que, por isso, merecem sempre o grau máximo de reprovação ética por parte do grupo social e, em conseqüência, do próprio sistema de controle? Então. O político que rouba dinheiro do povo, do governo, do país, não pratica condutas que são a antítese extrema dos padrões éticos de comportamento social e, principalmente, político?



O político que rouba dinheiro do povo, do governo, do país, não age calculadamente? Não faz tudo de caso pensado - e muito bem pensado - e planejado? E sua atitude não é uma prova de que se trata de uma pessoa perversa e perniciosa? E por serem pessoas perversas e perniciosas, não merecem o grau máximo de reprovação ética por parte do grupo social e do próprio sistema de controle? Então, conclui-se que o político que rouba dinheiro do povo, do governo, do país, comete um crime hediondo. E deve ser julgado por tal crime como preso comum, sem regalias, sem imunidade, sem privilégios. E deve trabalhar como os outros detentos. Até mesmo para que ele tenha pelo menos a noção do que é trabalhar de verdade...


Nice Pinheiro



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

NOVAS CARREIRAS, SALÁRIOS E OPORTUNIDADES

Existem cerca de 40 cursos de graduação e pós em gestão pública no Brasil. Os salários giram entre R$ 10 e R$ 20 mil. Em Resende? Tecnólogo em Gestão Pública, na Associação Educacional Dom Bosco – AEDB. E tem vestibular no próximo dia 25 de fevereiro. Quer saber mais sobre esse curso? Quer ser um administrador público? Clique no link!

http://vocesa.abril.com.br/desenvolva-sua-carreira/materia/materia-capa-30-novas-carreiras-encontre-sua-aqui-648790.shtml





GANHEI CORAGEM

"Mesmo o mais corajoso entre nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", observou Nietzsche. É o meu caso. Muitos pensamentos meus, eu guardei em segredo. Por medo.


Alberto Camus, leitor de Nietzsche, acrescentou um detalhe acerca da hora em que a coragem chega: "Só tardiamente ganhamos a coragem de assumir aquilo que sabemos". Tardiamente. Na velhice. Como estou velho, ganhei coragem. Vou dizer aquilo sobre o que me calei: "O povo unido jamais será vencido", é disso que eu tenho medo.






Em tempos passados, invocava-se o nome de Deus como fundamento da ordem política. Mas Deus foi exilado e o "povo" tomou o seu lugar: a democracia é o governo do povo. Não sei se foi bom negócio; o fato é que a vontade do povo, além de não ser confiável, é de uma imensa mediocridade. Basta ver os programas de TV que o povo prefere.





A Teologia da Libertação sacralizou o povo como instrumento de libertação histórica. Nada mais distante dos textos bíblicos. Na Bíblia, o povo e Deus andam sempre em direções opostas. Bastou que Moisés, líder, se distraísse na montanha para que o povo, na planície, se entregasse à adoração de um bezerro de ouro. Voltando das alturas, Moisés ficou tão furioso que quebrou as tábuas com os Dez Mandamentos.


E a história do profeta Oséias, homem apaixonado! Seu coração se derretia ao contemplar o rosto da mulher que amava! Mas ela tinha outras idéias. Amava a prostituição. Pulava de amante e amante enquanto o amor de Oséias pulava de perdão a perdão. Até que ela o abandonou. Passado muito tempo, Oséias perambulava solitário pelo mercado de escravos. E o que foi que viu? Viu a sua amada sendo vendida como escrava. Oséias não teve dúvidas. Comprou-a e disse: "Agora você será minha para sempre."






Pois o profeta transformou a sua desdita amorosa numa parábola do amor de Deus. Deus era o amante apaixonado. O povo era a prostituta. Ele amava a prostituta, mas sabia que ela não era confiável. O povo preferia os falsos profetas aos verdadeiros, porque os falsos profetas lhe contavam mentiras. As mentiras são doces; a verdade é amarga.


Os políticos romanos sabiam que o povo se enrola com pão e circo. No tempo dos romanos, o circo eram os cristãos sendo devorados pelos leões. E como o povo gostava de ver o sangue e ouvir os gritos! As coisas mudaram. Os cristãos, de comida para os leões, se transformaram em donos do circo. O circo cristão era diferente: judeus, bruxas e hereges sendo queimados em praças públicas. As praças ficavam apinhadas com o povo em festa, se alegrando com o cheiro de churrasco e os gritos.









Reinhold Niebuhr, teólogo moral protestante, no seu livro "O Homem Moral e a Sociedade Imoral" observa que os indivíduos, isolados, têm consciência. São seres morais. Sentem-se "responsáveis" por aquilo que fazem. Mas quando passam a pertencer a um grupo, a razão é silenciada pelas emoções coletivas.


Indivíduos que, isoladamente, são incapazes de fazer mal a uma borboleta, se incorporados a um grupo tornam-se capazes dos atos mais cruéis. Participam de linchamentos, são capazes de pôr fogo num índio adormecido e de jogar uma bomba no meio da torcida do time rival. Indivíduos são seres morais. Mas o povo não é moral. O povo é uma prostituta que se vende a preço baixo.


Seria maravilhoso se o povo agisse de forma racional, segundo a verdade e segundo os interesses da coletividade. É sobre esse pressuposto que se constrói a democracia.



Mas uma das características do povo é a facilidade com que ele é enganado. O povo é movido pelo poder das imagens e não pelo poder da razão. Quem decide as eleições e a democracia são os produtores de imagens. Os votos, nas eleições, dizem quem é o artista que produz as imagens mais sedutoras.






O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade. Uma coisa é a massa de manobra sobre a qual os espertos trabalham.


Nem Freud, nem Nietzsche e nem Jesus Cristo confiavam no povo. Jesus foi crucificado pelo voto popular, que elegeu Barrabás. Durante a revolução cultural, na China de Mao-Tse-Tung, o povo queimava violinos em nome da verdade proletária. Não sei que outras coisas o povo é capaz de queimar. O nazismo era um movimento popular. O povo alemão amava o Führer. O povo, unido, jamais será vencido!



Tenho vários gostos que não são populares. Alguns já me acusaram de gostos aristocráticos. Mas, que posso fazer? Gosto de Bach, de Brahms, de Fernando Pessoa, de Nietzsche, de Saramago, de silêncio; não gosto de churrasco, não gosto de rock, não gosto de música sertaneja, não gosto de futebol. Tenho medo de que, num eventual triunfo do gosto do povo, eu venha a ser obrigado a queimar os meus gostos e a engolir sapos e a brincar de "boca-de-forno", à semelhança do que aconteceu na China.






De vez em quando, raramente, o povo fica bonito. Mas, para que esse acontecimento raro aconteça é preciso que um poeta entoe uma canção e o povo escute: "Caminhando e cantando e seguindo a canção." Isso é tarefa para os artistas e educadores. O povo que amo não é uma realidade, é uma esperança.



Rubem Alves


CURTAS E RÁPIDAS POR AÍ

Esse caso Lindemberg despertou tanto o interesse de algumas pessoas que teve gente chegando ao Fórum de madrugada para garantir lugar na fila, a fim de poder assistir ao julgamento. Trabalho, filhos, casa pra cuidar? Nada disso importa. Mas será que essas pessoas sabem que o Marcos Valério foi condenado a nove anos de prisão? Quem é Marcos Valério mesmo, hein? O que foi mesmo que ele fez? Ah, não importa, não tem sangue, não tem sensacionalismo...



A violência e a natureza castigam os paulistanos. Arrastão em prédios, em restaurantes, enchentes diárias... No Rio de Janeiro os engarrafamentos estão cada vez mais próximos aos de Sampa. E ainda tem muita gente que não entende o porquê de minha insistência em permanecer em Resende. A resposta continua a mesma: qualidade de vida. Simples assim. Sem enchentes diárias, sem arrastões, sem engarrafamentos insanos. E que cresce a cada dia...Adoro Resende! Para quem não conhece a cidade...http://www.resende.rj.gov.br/page/incentivo_fiscal.asp




A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3 e de forma totalmente gratuita. O acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos. Para saber mais sobre a Audioteca Sal e Luz:http://audioteca.org.br/noticias.htm




HUCFF-UFRJ RECRUTA HOMENS E MULHERES


O Serviço de Endocrinologia do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF-UFRJ) está recrutando homens e mulheres para participar de pesquisa que busca estabelecer parâmetros de normalidade de TSH em idosos.



O TSH é um hormônio que regula a produção dos hormônios tireoidianos (T3 e T4). Quando a produção desses hormônios está alta, o nível de TSH diminui, e quando está baixa, o nível de TSH aumenta para estimular a produção dos hormônios tireoidianos. Um nível sanguíneo baixo do TSH é o melhor indicador de hipertireoidismo. Se o nível de TSH é muito baixo, é importante também checar os níveis de hormônio tireoidiano para confirmar o diagnóstico de hipertireoidismo.





Os candidatos devem ter mais de 65 anos e ser saudáveis do ponto de vista cardiovascular. Serão excluídos os seguintes casos:



1) Doença hipotálamo-hipofisária;


2) Diabetes, insuficiência cardíaca, renal crônico, história de AVC, DPOC, asma, neoplasias malignas e/ou cirrose;


3) Doenças da aorta, doenças vasculares periféricas, doença arterial coronariana (incluindo angina, Hx de internações prévias por IAM ou angina, ou Hx de CAT/ PTCA);


4) Uso de corticosteroide, amiodarona ou dopamina, bem como qualquer droga que interfira com os níveis de HTs e/ou função tireoidiana;


5) Pacientes em uso de drogas que interfiram com mecanismo de adaptação autonômica, tais como: beta-bloqueadores, prolopa e bloqueadores de canais de cálcio. Pacientes hipertensos sem uso de tais drogas poderão ser incluídos;


6) Pacientes acamados, cadeirantes ou com limitações físicas (articular e muscular) que impeçam o ortostatismo por pelo menos 20 minutos e a realização do teste cardiopulmonar de esforço;


7) Obesidade grau ≥ II ( IMC ≥35 kg/m2).






Obs: O paciente não pode estar usando levotiroxina. O paciente do estudo, obrigatoriamente, fará abertura de prontuário no HUCFF (se ainda não tiver), será submetido à avaliação de função tireoidiana e cardiovascular, incluindo eletrocardiograma (ECG), ecocardiograma transtorácico (ECOTT), Holter 24h, mapa, tilt-teste e ergoespirometria.


Os inscritos participarão do estudo clínico "Avaliação cardiopulmonar em idosos com diferentes níveis de TSH", do projeto do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


Para se inscrever, basta ligar para (21) 8807-9012 ou 2620-3063.



Informações de Marcello Cantizano

SEXALESCENTES


Se estivermos atentos, podemos notar que está aparecendo uma nova franja social: a das pessoas que andam à volta dos sessenta anos de idade, os sexalescentes: é a geração que rejeita a palavra "sexagenário", porque simplesmente não está nos seus planos deixar-se envelhecer.


Trata-se de uma verdadeira novidade demográfica - parecida com a que, em meados do século XX, se deu com a consciência da idade da adolescência, que deu identidade a uma massa de jovens oprimidos em corpos desenvolvidos, que até então não sabiam onde meter-se nem como vestir-se.





Este novo grupo humano, que hoje ronda os sessenta, teve uma vida razoavelmente satisfatória. São homens e mulheres independentes que trabalham há muitos anos e que conseguiram mudar o significado tétrico que tantos autores deram durante décadas ao conceito de trabalho. Que procuraram e encontraram, há muito, a atividade de que mais gostavam e que com ela ganharam a vida. Talvez seja por isso que se sentem realizados... Alguns nem sonham em aposentar-se.



E os que já se aposentaram, gozam plenamente cada dia, sem medo do ócio ou da solidão, crescem por dentro, quer num, quer na outra. Desfrutam a situação, porque, depois de anos de trabalho, criação dos filhos, preocupações, fracassos e sucessos, sabem bem olhar para o mar, sem pensar em mais nada, ou seguir o voo de um pássaro da janela de um 5.º andar...





Neste universo de pessoas saudáveis, curiosas e ativas, a mulher tem um papel destacado. Traz décadas de experiência de fazer a sua vontade, quando as suas mães só podiam obedecer, e de ocupar lugares na sociedade que as suas mães nem tinham sonhado ocupar. Esta mulher sexalescente sobreviveu à bebedeira de poder que lhe deu o feminismo dos anos 60. Naqueles momentos da sua juventude, em que eram tantas as mudanças, parou e refletiu sobre o que, na realidade, queria.



Algumas optaram por viver sozinhas, outras fizeram carreiras que sempre tinham sido exclusivamente para homens, outras escolheram ter filhos, outras não, foram jornalistas, atletas, juízas, médicas, diplomatas ...Mas cada uma fez o que quis: reconheçamos que não foi fácil, e, no entanto, continuam a fazê-lo todos os dias.







Algumas coisas podem dar-se por adquiridas. Por exemplo, não são pessoas que estejam paradas no tempo: a geração dos "sessenta", homens e mulheres, lida com o computador como se o tivesse feito toda a vida. Escrevem aos filhos que estão longe (e vêem-se), e até se esquecem do velho telefone para contactar os amigos - mandam e-mails com suas notícias, ideias e vivências.


De uma maneira geral, estão satisfeitos com o seu estado civil e, quando não estão, não se conformam e procuram mudá-lo. Raramente se desfazem em prantos sentimentais. Ao contrário dos jovens, os sexalescentes conhecem e pesam todos os riscos. Ninguém se põe a chorar quando perde: apenas reflete, toma nota, e parte para outra ...






Os maiores partilham a devoção pela juventude e as suas formas superlativas, quase insolentes de beleza; mas não se sentem em retirada. Competem de outra forma, cultivam o seu próprio estilo ... Os homens não invejam a aparência das jovens estrelas do desporto, ou dos que ostentam um Armani, nem as mulheres sonham em ter as formas perfeitas de um modelo. Em vez disso, conhecem a importância de um olhar cúmplice, de uma frase inteligente ou de um sorriso iluminado pela experiência.



Hoje, as pessoas na década dos sessenta estreiam uma idade que não tem nome. Antes seriam velhos, e agora já não o são. Hoje têm boa saúde, física e mental, recordam a juventude, mas sem nostalgias, porque a juventude ela própria também está cheia de nostalgias e de problemas.






Celebram o sol em cada manhã e sorriem para si próprios...Talvez por alguma secreta razão, que só sabem e saberão os que chegam aos 60 no século XXI ...




(Autor desconhecido – infelizmente)