sábado, 26 de julho de 2008

PARA ELIMINAR NOSSAS DÚVIDAS...

O que mudou na nossa língua portuguesa?
Você sabe?
Pois é. Estou na mesma situação..
O novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa ainda provoca muitas dúvidas. Mas tem um livro que além de transcrever as novas regras na íntegra, dá exemplos concretos sobre o que muda e o que permanece na grafia das palavras. É verdade!

A Editora Contexto está lançando “O NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LINGUA PORTUGUESA. O que muda, o que não muda”, de Mauricio Silva,que estará à venda a partir do dia 1º de agosto. Bem, é claro que vou garantir o meu. E você?

Quer saber mais?

www.editoracontexto.com.br


TÁ NA MÍDIA...

O caixa do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) acumulou no primeiro semestre do ano uma arrecadação líquida de R$ 3,539 bilhões. O valor supera em 8,8% o montante recolhido em todo o ano passado. O dado levou o Ministério do Trabalho a projetar uma receita de mais de R$ 7 bilhões para este ano.


Caso essa estimativa se confirme, 2008 entrará para a história como o melhor ano para a arrecadação do FGTS. O recorde atual foi registrado em 2006, quando a receita líquida do fundo chegou a R$ 6,821 bilhões. Desde 2003, a arrecadação total do FGTS supera os saques das contas em R$ 30,5 bilhões.





De janeiro a junho deste ano, as empresas recolheram ao fundo R$ 23,341 bilhões. Já os saques alcançaram R$ 19,802 bilhões. Isso fez com que a receita líquida atingisse R$ 3,539 bilhões. Segundo os números apresentados por Lupi, em junho o patrimônio do FGTS alcançou a marca de R$ 188,6 bilhões. Os dados mostram ainda que desde 2003 já foram injetados R$ 68 bilhões na economia para uso exclusivo do setor de habitação popular. Esses recursos permitiram a construção de 1,723 milhão de moradias para a população de baixa renda.



Quer ver a matéria na íntegra?
FOLHA DE S.PAULO - DINHEIRO - SÃO PAULO - 22/07/08 - Pg. B-01URL:
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2207200804.htm





Pois é. Quando a economia cresce, gera mais emprego formal. E tem gente que diz que este governo não está fazendo nada...Epa! Estou falando do Lula gente....Mas em Resende acontece a mesma coisa. Vocês sabiam que de janeiro a junho, Resende gerou 6.026 empregos formais? Pois é. Nenhuma cidade do Estado do Rio gerou tanto emprego formal quanto a nossa. Não sou eu quem afirma. São os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregos e Desemprego), do Ministério do Trabalho e Emprego.
Quando a cidade cresce, a economia cresce. E economia crescente, gera mais emprego formal. Não é fantástico o crescimento do Brasil? Pois é.
Contra fato, não há argumento!!!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

E NA CIDADE MARAVILHOSA? TEM JAZZ NAS RUAS DO LEBLON!!!

O Leblon Jazz Festival acontece neste sábado, 26 de julho, no trecho entre as ruas Aristides Espíndola e Ataulfo de Paiva. O público vai conferir uma seleção de instrumentistas brasileiros do gênero. No repertório, Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Buster Williams, John Coltrane, John Mclauglhin e Miles Davis. São 10 horas ininterruptas de jazz. Quiosques para doações de livros e brinquedos são espalhados pelo evento, que é totalmente gratuito.Atenção para quem vai de carro: o trânsito de veículos nas ruas onde acontecerá o evento e na Dias Ferreira fica interditado.





FESTIVAL DE JAZZ DO LEBLON
Ruas Dias Ferreira, Aristides Espíndola e Ataulfo de Paiva
26 de julho de 2008
Sábado, a partir das 14h
Grátis
Você não vai perder essa, não é?
Fala sério....

E EM SÃO LEOPOLDO, NO RS...

Neste domingo, dia 27, na São Leopoldo Fest (http://www.saoleopoldofest.com/), vai rolar oficinas e trocas no Espaço Pensamento, das 11h às 13h. E também vai ter feira da troca na praça Amadeo Rossi, das 15h às 17h30.






Quem não gosta de reciclar sua leitura sem nenhum custo? Como? Trocando os livros que não interessam mais por outros. Essa é uma das propostas da Feira de Troca. Qualquer pessoa pode chegar e trocar seus livros por outros de seu interesse. A única condição é que os livros estejam em bom estado. Mas "as trocas" vão além dos livros. Também se troca roupas, alimentos, móveis e até serviços e conhecimentos.



Vamos resgatar a forma de intercâmbio mais comum e antiga do mundo: o ESCAMBO, ou seja, a troca de bens, serviços e saberes, sem o uso da moeda. Sem o uso do dinheiro formal, mas usando a troca direta, coloca-se em prática o consumo sustentável.




O que pode ser trocado? Bens acumulados, bens produzidos, serviços e saberes.

Bens acumulados são aqueles itens - em bom estado de conservação e limpos - que estão sem utilidade pra você, mas que podem servir pra outra pessoa, como,por exemplo: roupas femininas, roupas masculinas, roupas infantis, utensílios domésticos, calçados, livros, cd's, dvd's, vinil, eletrodomésticos, revistas, artesanatos, móveis, bijuterias, sapatos, computador, espelho, ferramentas, etc.

Bens produzidos são aqueles confeccionados pela própria pessoa. Alguns exemplos: mudas, sucos, bolos, geléias, granola, queijos, compotas, grãos, biscoitos, tortas, pães, verduras e hortaliças, artesanatos, perfumes, roupas, panos decorativos, luminárias, papel reciclado, instrumentos musicais reciclados, etc.

Saberes e Serviços: massagens, fotografia, reparos diversos, eletricista, costuras, jardinagem, hospedagem, carpintaria, aulas de música, percussão, yôga, dança, consultorias, assessorias, reiki, massagem, serviços odontológicos, de costura, etc.

Mais informações com Adriana Dias

(51) 9836.2213 e (51) 8412.8565

Pois é. Na América essa prática é muito usada. O brasileiro poderia adotar a feira da troca. Pense bem: todos economizam dinheiro, contribuem para o meio-ambiente, divulgam seu trabalho, enfim.

Fonte: 3º setor

FESTIVAL DE CHORO EM SANTA CATARINA...

Em Santa Catarina também tem Festival do Choro e com prêmio em dinheiro para o melhor choro! A primeira eliminatória é neste sábado, dia 26, às 11 hs, no Bar Jacobina. Quem quiser concorrer deve chegar às 10 hs. Um ambiente super descontraído, muita alegria e muito chorinho!





Inscrições até as 10 hs do sábado.
Local: Bar Jacobina
Na esq. da Almirante Tamandaré com Cons. Carrão, 1365
Apoio: Bar Jacobina e Clube do Choro de Curitiba

CHAPÉU DE PALHA E RUY GODINHO...

Neste sábado, dia 26, tem edição inédita do programa Roda de Choro, às 12 hs, na Rádio Câmara FM (96,9 Mhz) de Brasília.




Com produção e apresentação de Ruy Godinho, o programa resgata a história do Grupo Chapéu de Palha, criado em 1977. Atual líder do grupo, Valdir 7 Cordas contará em detalhes a trajetória do grupo, suas formações, a discografia, a linguagem dos arranjos e da seleção de repertório.Na parte musical, faixas do histórico disco "Chapéu de Palha", lançado em 1977, pelo selo Beverly/Copacabana e do disco "Sempre", lançado em 2003, pelo selo Rádio MEC.





A Rádio Câmara não reprisa o programa, mas você pode acompanhar ao vivo pela internet, no sítio da emissora: www.radio.camara.gov.br .
Quer mais opção? Anota aí: a Rádio Roquette-Pinto FM (91,4 Mhz) do Rio de Janeiro também exibe o programa Roda de Choro na terça, dia 29, às 14h. E tem reprises na quarta, dia 30, às 2h, na quinta, dia 31, às 14h e na sexta, dia 01, às 2h. Também dá para acompanhar ao vivo pela internet, no sítio da emissora: www.fm94.rj.gov.br .
Quem conhece o programa sabe que é imperdível.
Você não conhece? Então se liga e sintoniza!

TOME LIMONADA!!! E NÃO BEBA CHÁ GELADO!!!

Você sabia que a limonada pode ajudar a prevenir a pedra nos rins? Nem eu. Mas os especialistas afirmam que para se manter hidratado, afastando os riscos de pedra nos rins, o melhor é tomar água. Até aí, tudo bem. O que eu não sabia é que adicionar limão à água pode ser uma boa idéia! Os especialistas da Universidade Loyola, em Chicago, nos EUA, explicam que os limões são ricos em citratos, que podem reduzir ou inibir o crescimento dos cálculos renais.
No encontro anual da Associação Americana de Urologia, a mesma equipe de pesquisadores recomendou a redução do consumo de chá gelado, que possui alta concentração de oxalato, substância associada às pedras nos rins.











O urologista John Milner, da Universidade Loyola, esclarece que o consumo excessivo de chá gelado pode aumentar os riscos de desenvolver pedras nos rins porque contém altos níveis de oxalato, substância associada aos cálculos renais. A principal causa das pedras nos rins é o consumo insuficiente de líquidos, e essa desidratação, combinada com o consumo de chá gelado, aumentaria os riscos em pessoas com tendência a cálculos renais. “Para algumas pessoas, o chá gelado é potencialmente uma das piores coisas que podem beber”, disse. Milner alerta que, no verão, quando se é recomendado tomar bastante líquido, muitas pessoas fazem a opção pelo chá gelado, porém, “para se manter hidratado, não há alternativa melhor do que a água”.












Portanto, vamos beber água galera!!!!
Fonte: Boa saúde

quinta-feira, 24 de julho de 2008

REFLETINDO....

"O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros."

(Péricles)

UM BOM MOTIVO PARA VISITAR RESENDE...

VISITE RESENDE



A CIDADE QUE MAIS GEROU EMPREGO FORMAL

PRECISA-SE DE PROFESSORES!!!

Atenção professores!
O Pré-Vest Iguassú, localizado no Centro de Nova Iguaçu, precisa urgentemente de professores de:
- Filosofia- Geografia- Química- História- Cultura e Cidadania- Biologia
Ficou interessado?
Envie e-mail para
(21) 3773-3055 (Cristine ou Adalberto)
(21) 8641-3296 / 9212-7931 (Cristine)
(21) 8828-5696 (Adalberto)

quarta-feira, 23 de julho de 2008

IBAMA DEVE CONCEDER HOJE LICENÇA PARA USINA ANGRA 3

Com a imposição de 61 exigências, o Ibama deverá liberar hoje a licença prévia da usina nuclear de Angra 3. O documento atesta a viabilidade ambiental do empreendimento e chega envolto em polêmica. As exigências foram classificadas como "brutais" pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Autoridades do setor elétrico reagiram com contrariedade. O maior ponto de discórdia está na obrigação, estabelecida pelo Ibama, de uma solução "definitiva" para os rejeitos de alta radiatividade da usina. A reportagem é de Daniel Rittner e publicada pelo jornal Valor, 23-07-2008.Essa obrigação foi recebida com nítido desconforto no Ministério de Minas e Energia. Países como Estados Unidos e França têm projetos em desenvolvimento para o aterro ou o reaproveitamento do lixo atômico, mas nenhum está avançado a ponto de ter desatado o principal nó de resistência à energia nuclear. "O Meio Ambiente não pode pedir uma solução que ainda não existe em nenhum lugar do mundo", disse o ministro Edison Lobão. A exemplo de Angra 1 e 2, os rejeitos de Angra 3 devem ser armazenados em piscinas especiais com resfriamento, até que o meio científico encontre um abrigo definitivo para o lixo, segundo Lobão. "O Brasil não está fazendo nada inferior ou superior ao que fazem as 440 usinas nucleares existentes no planeta."
Pelo cronograma do governo, Angra 3 deverá entrar em funcionamento em agosto de 2014, gerando 1.350 megawatts. O presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, disse que a usina, mais adiante, só terá permissão para operar se der um destino final para os rejeitos. Ele minimizou o fato de as tecnologias atuais ainda estarem em desenvolvimento e espera avanços até 2014. "Em seis anos, com a retomada que estamos vendo da energia nuclear e todo o problema do aquecimento global, acredito que haverá uma solução (para os rejeitos)."
Para a próxima década, a Eletronuclear e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) já estudam a construção de um depósito definitivo dos rejeitos de baixa e média radiatividade (como luvas, aventais, resinas de purificação de água e filtros de ar). Hoje, o município de Abadia de Goiás possui um depósito definitivo, mas restrito a materiais utilizados em hospitais e laboratórios. O projeto da Eletronuclear e da Cnen é para um depósito do material gerado pelas usinas nucleares - cerca de 75% de todo o lixo radioativo do país. A localização do projeto ainda não está definida, mas tudo leva a crer que será na própria Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra - fora das instalações físicas das usinas. O problema são os rejeitos de alta radiatividade (sobras do combustível usado na produção de energia).
A solução para o lixo é uma exigência de médio prazo, mas o Ibama impôs outras condições mais imediatas. A Eletronuclear precisará cumpri-las para obter a licença de instalação, segunda etapa do licenciamento, que permite a retomada das obras, paralisadas em 1986. Na época, foram feitos cortes de rocha, abertura de cavas para blocos de fundação e a preparação parcial do sítio.
Essas exigências incluem a contratação de monitoramento independente da radiação, por fundação universitária ou empresa especializada, investimentos em saneamento básico nos municípios de Angra dos Reis e de Paraty, e a "adoção" do Parque Nacional de Serra da Bocaina. O Ministério de Minas e Energia ainda acredita que será possível reiniciar as obras de Angra 3 em setembro. Para isso, a bola está com a Eletronuclear. O Ibama não se compromete com os prazos, mas Messias Franco avisou que, "se os PBAs (projetos básicos ambientais) forem de muita qualidade, será bem rápido, se Deus e os propositores quiserem".
Lobão afirmou que, além dos esforços para liberar Angra 3, o governo concentrará esforços ainda para avançar nos projetos de outras quatro usinas nucleares - duas no Nordeste e duas no Sudeste. A intenção é que, até 2030, a participação dos reatores na matriz elétrica passe dos 2% atuais para 5%. O ministro contou ter recebido uma carta-ofício do governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), propondo que o Estado abrigue uma ou duas das novas usinas planejadas. Elas devem começar a ser construídas no fim do governo Lula - ou início do próximo, segundo Lobão.
Fonte: 3º setor

ÚLTIMOS DIAS PARA AS INSCRIÇÕES!!!!

As inscrições nacionais para o
FESTIVAL INTERNACIONAL DE CURTAS DO RIO DE JANEIRO - CURTA CINEMA 2008 –
terminam no próximo dia 25 de julho!
O Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro - Curta Cinema - é um festival de caráter competitivo para filmes em 35mm, 16mm e vídeos digitais, realizado anualmente no Rio de Janeiro.
Este ano, em sua 18ª edição, o festival será realizado de 30 de outubro a 9 de novembro. Além de exibir a recente produção de curtas nacionais e internacionais, o festival apresenta focos, retrospectivas e diversas atividades paralelas.
Se você ainda não inscreveu seu filme, pode fazê-lo até o dia 25 dejulho nos sites
ou

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL NO RIO DE JANEIRO...

Um curso profissionalizante de Produção Audiovisual para jovens de ambos os sexos e com idade entre 16 e 24 anos, será oferecido pela Fundação AVSI.



Neste curso, os alunos terão aulas de operação de câmera e vídeo, produção audiovisual (roteiro, edição, produção, assistente de direção e de produção), português, matemática e introdução ao mercado de trabalho.Durante as aulas os alunos produzirão vídeos, participarão de uma mostra pública de seus trabalhos e haverá a possibilidade de encaminhamento profissional, de acordo com o desempenho dos alunos.






Só poderão se inscrever jovens que estejam cursando a partir da 8ª série do Ensino Fundamental ou já tenham concluído o Ensino Médio. O curso terá início em agosto e término em dezembro de 2008. As aulas serão ministradas todas as 2ª, 4ª e 6ª feiras, das 14hs às 18hs, no Instituto Pró-saber, no Largo dos Leões, 70 - Humaitá - RJ.



Para se inscrever, basta entrar em contato com Aloma Cavalcante pelo tel (21)2235-0760 / (21)8207-9497 ou enviar email para secretaria@aotrabalho.org .

segunda-feira, 21 de julho de 2008

HÁ 16 ANOS ELA CALOU O MUNDO ...

Olá, eu sou Servem Suzuki. Represento a ECO, a organização das crianças em defesa do meio ambiente. Somos um grupo de crianças canadenses, de 12 e 13 anos, tentando fazer a nossa parte. Vanessa Suttie, Morgan Geisler, Michelle Quigg e eu. Todo o dinheiro que precisávamos para vir de tão longe, conseguimos por nós mesmas. Para dizer que vocês, adultos, têm que mudar seu modo de agir.




Não preciso disfarçar meu objetivo ao vir aqui hoje. Estou lutando pelo meu futuro. Não ter garantia quanto ao meu futuro não é o mesmo que perder uma eleição ou alguns pontos na bolsa de valores.
Estou aqui para falar em nome das gerações que estão por vir. Estou aqui para defender as crianças com fome, cujos apelos não são ouvidos. Estou aqui para falar dos incontáveis animais morrendo em todo o planeta, porque já não têm para onde ir. Não podemos mais permanecer ignorados. Hoje, tenho medo de tomar sol por causa dos buracos na camada de ozônio. Tenho medo de respirar esse ar, porque não sei que substâncias químicas o estão contaminando.







Eu costumava pescar com meu pai, em Vancouver, até o dia em que pescamos um peixe com câncer. Temos conhecimento de que animais e plantas estão sendo destruídos a cada dia, e em vias de extinção. Durante toda minha vida eu sonhei em ver grandes manadas de animais selvagens, selvas, e florestas tropicais repletas de pássaros e borboletas mas, agora, eu me pergunto se meus filhos vão poder ver tudo isso. Vocês se preocupavam com essas coisas quando tinham a minha idade?
Todas essas coisas acontecem bem diante de nossos olhos e, mesmo assim, continuamos agindo como se tivéssemos todo o tempo do mundo e todas as soluções. Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm. Vocês não sabem como reparar os buracos na camada de ozônio. Vocês não sabem como salvar os salmões das águas poluídas. Vocês não podem ressuscitar os animais extintos. Vocês não podem recuperar as florestas que um dia existiram onde hoje é um deserto. Se vocês não podem recuperar nada disso, então, por favor, parem de destruir.

Aqui vocês são os representantes de seus governos, homens de negócios, administradores, jornalistas ou políticos mas, na verdade, são mães e pais, irmãos e irmãs, tias e tios, e todos são filhos.
Sou apenas uma criança, mas sei que todos nós pertencemos a uma sólida família de 5 bilhões de pessoas e que ao todo somos 30 milhões de espécies compartilhando o mesmo ar, a mesma água e o mesmo solo. Nenhum governo e nenhuma fronteira, poderá mudar esta realidade. Sou apenas uma criança, mas sei que esse problema atinge a todos nós e que deveríamos agir como se fôssemos um único mundo, rumo a um único objetivo.




Apesar da minha raiva, não estou cega. Apesar do meu medo, não sinto medo de dizer ao mundo como me sinto. No meu país, geramos tanto desperdício. Compramos e jogamos fora, compramos e jogamos fora, e os países do Norte não compartilham com os que precisam. Mesmo quando temos mais que o suficiente. Temos medo de perder nossas riquezas, medo de compartilhá-las.
No Canadá, temos uma vida privilegiada, com fartura de alimentos, água e moradia. Há dois dias, aqui no Brasil, ficamos chocados quando estivemos com crianças que moram nas ruas. Ouçam o que uma delas nos disse:
- Eu gostaria de ser rica, e se fosse, daria a todas as crianças de rua alimentos, roupas, remédios, moradia, amor e carinho.
Se uma criança de rua, que não tem nada, ainda deseja compartilhar, por que nós, que temos tudo, somos ainda tão mesquinhos? Não posso deixar de pensar que essas crianças têm a minha idade e que o lugar onde nascemos faz uma grande diferença. Eu poderia ser uma daquelas crianças que vivem nas favelas do Rio. Eu poderia ser uma criança faminta da Somália. Uma vítima da guerra do Oriente Médio ou uma mendiga na Índia.



Sou apenas uma criança, mas ainda assim sei que se todo o dinheiro gasto nas guerras fosse utilizado para acabar com a pobreza, para achar a solução para os problemas ambientais, que lugar maravilhoso a Terra seria!
Na escola, desde o Jardim de Infância, nos ensinam a sermos comportados, a não brigar com os outros, a resolver as coisas por bem, a respeitar os outros, a arrumar nossas bagunças. Nos ensinam a não maltratar outras criaturas, a dividir o que temos e a não sermos mesquinhos. Então, por que vocês fazem justamente o que nos ensinam a não fazer?
Não esqueçam o motivo de estarem assistindo a estas conferências. E para quem vocês estão fazendo isso? Vejam-nos como seus próprios filhos. Vocês estão decidindo em que tipo de mundo nós iremos crescer. Os pais devem ser capazes de confortar seus filhos, dizendo: “Tudo ficará bem. Estamos fazendo o melhor que podemos”. Mas não acredito que possam nos dizer isto. Estamos sequer na lista de suas prioridades?







Meu pai sempre diz: “Você é aquilo que faz, não aquilo que você diz”. Bem, o que vocês fazem nos faz chorar a noite. Vocês, adultos, dizem que nos amam. Eu desafio vocês: Por favor, façam suas ações refletirem suas palavras. Obrigada.



Este foi o emocionante discurso de uma menina canadense de 12 anos, durante a "Segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento", de 3 a 14 de junho de 1992, no Rio de Janeiro. Participaram deste evento 139 países, que assinaram a chamada "Agenda 21″, contendo as conclusões daquela conferência. O discurso de Servem Suzuki contém exatamente tudo o que estamos discutindo até hoje, passados 16 anos. O tempo está esgotando.
Para ver o discurso na íntegra, e traduzido, clique aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=CkCqtZyDvzg

domingo, 20 de julho de 2008

O RODA VIVA ESTÁ IMPERDÍVEL!!!

O Roda Viva desta semana entrevistará Caio Túlio Costa, diretor-presidente do IG. A ética no jornalismo será o centro do debate deste programa, tanto na sua forma enquanto imprensa tradicional quanto nas novas mídias. O assunto é tema da tese de Caio Túlio Costa, defendida em junho desse ano sob o título "Moral Provisória - Ética e jornalismo: da gênese à nova mídia".




Caio Túlio Costa é jornalista, professor, doutor em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e executivo na área de comunicação. Com passagens pelo jornal Folha de S. Paulo, UOL e Fundação Semco (Fundação mentora e catalisadora de projetos educacionais, culturais, ambientais e estratégicos) é ainda autor dos livros O que é Anarquismo (1981), Cale-se (2003) e Ombudsman - O Relógio de Pascal (1991; reeditado em 2006).



Em 2006, Caio Túlio Costa assumiu o cargo de diretor-presidente do Internet Group, braço de internet da Brasil Telecom, responsável pela operação dos portais iG, iBest e BrTurbo. É ainda professor de Éti ca jornalística da Fundação Cásper Líbero, em São Paulo.Participam como convidados entrevistadores: Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha de S. Paulo; Luiz Garcia, colunista do jornal O Globo, Mário Sérgio Cortella, professor titular do departamento de Teologia e Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo: e Lia Rangel, jornalismo web da TV Cultura.




Roda Viva - segunda-feira, 21 de julho de 2008 às 22h40
Apresentação: Lillian Witte Fibe
O Roda Viva é apresentado às segundas a partir das 22h40.
Você pode assistir on-line acessando o site no horário do programa.
Fonte: 3º setor

ANTES IDIOTA QUE INFELIZ...

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.





Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.






Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance". Incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?







Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico. Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.







Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir". Só isso. Algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".






Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.







Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.







Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.





Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.






Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".



Antes idiota que infeliz!


Arnaldo Jabor

sexta-feira, 18 de julho de 2008

UM BOM MOTIVO PARA VISITAR RESENDE...

VISITE RESENDE




A CIDADE QUE TEM FESTIVAL DE TEATRO

NA ÍNTEGRA....O DIPLOMA GARANTE O CARÁTER DO PROFISSIONAL?

O diploma de jornalismo é exigido em outros países?
Garante o caráter do profissional?
Heitor Reis (*)
Será que os países que exigem ou os que não exigem o diploma desfrutariam do livre exercício do pensamento simplesmente por este fato? Sinceramente, não consigo perceber os ganhos ou prejuízos de ambas as posições. Mas vou tentar mostrar o que considero mais importante nesta questão. E não é o diploma!
"Países como os Estados Unidos, Japão e França, entre outros, não exigem o diploma específico e, no entanto, ao que se sabe, mantém cursos de jornalismo altamente qualificados e muito concorridos.
Aconselho a leitura de um excelente e amplo trabalho que está no Observatório da Imprensa, de onde extraí levantamento apresentado abaixo, dos países europeus sobre esta questão:
Regulamentação da profissão de jornalista em países da União Européia, segundo Michel Mathien em Les Journalistes
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=335JDB004
Alemanha: não há obrigatoriedade de formação superior; a profissão é regulamentada por meio do reconhecimento conjunto, por parte das empresas jornalísticas e das organizações profissionais, de um período de aprendizado prático de 18 a 24 meses.
Bélgica: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado ao reconhecimento, por parte da organização profissional, de ausência de impedimentos; existem vantagens salariais para os diplomados.
Dinamarca: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado à licença emitida pelo sindicato nacional dos jornalistas.
Espanha: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a ter nacionalidade espanhola, inscrição no registro de jornalistas e também à posse de diploma em ciências da informação ou de experiência profissional de dois a cinco anos.
França: não há obrigatoriedade de formação superior.
Grã-Bretanha: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a um estágio em empresa jornalística ou, para os que não o conseguirem, a um curso preparatório do Conselho Nacional de Treinamento de Jornalistas.
Grécia: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é obtido por meio de diploma em jornalismo ou experiência de três anos na área.
Irlanda: não há obrigatoriedade de formação superior; não há nenhuma norma formal ou tradicional de acesso.
Itália: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado ao registro na ordem dos jornalistas, que é concedido somente após um estágio de 18 meses e aprovação em um exame de proficiência.
Luxemburgo: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a licença do conselho de imprensa, que exige o compromisso com princípios deontológicos.
Países-Baixos: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a licença do conselho de imprensa.
Portugal: é obrigatória a formação superior, mas não específica em jornalismo; o acesso à profissão é condicionado ao registro no sindicato nacional. (dado anterior à legislação ao atual Estatuto do Jornalista (Lei 1/99, de 13 de janeiro), artigo 1º, item 1. Transcrito do website da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ). Lisboa;
Ali também encontrei esta pérola de Max Weber, publicada em "A Política como Vocação", Ciência e Política: Duas Vocações (Tradução de Jean Melville). São Paulo: Editora Martin Claret, 2005, pág. 85:
"Sem dúvida nenhuma, a carreira jornalística permanecerá como uma das vias mais importantes de atividade política profissional. Entretanto, não se constitui um caminho aberto a todos. Não está aberto, principalmente, para os caracteres mais fracos e, muito menos, para os que só se podem realizar em situação social isenta de tensões."
Assim, há algo genérico que vale para qualquer jornalista (com diploma ou com autorização provisória da DRT - Delegacia Regional do Trabalho), nacional ou estrangeiro, e comunicadores em geral. Todos, um dia, chegam a esta encruzilhada ética, profissional, política, etc.
Em primeiro lugar, deve-se decidir de que lado vai estar, conforme minha definição do tema, ainda sem contestação, apesar de amplamente divulgada na internet: O verdadeiro jornalismo, o jornalista de fato e a mídia realmente livre divulgam, com a freqüência e ênfases adequadas, idéias, fatos, pessoas e organizações que os poderosos se esforçam para esconder, minimizar ou criminalizar. O resto é assessoria de imprensa, omissão, manipulação, entretenimento ou mero diletantismo filosófico.
Em síntese, deve-se decidir, caso já não o tenha feito, se vai dedicar sua vida profissional a agradar aos poderosos ou aos que são por eles explorados. Nesta segunda opção, pode-se esquecer de receber apoio cultural ou publicidade de quem tem dinheiro...Mais exatamente ainda, a decisão é esta: A consciência do profissional está à venda ou não?Outra forma, mais radical, de encarar esta decisão é se ele(a) será um mercenário(a) a serviço da mentira ou um sacerdote a proclamar a verdade.
Outra questão é: Em que um diploma assegura que esta decisão vai favorecer o interesse público?Se considerarmos que quase todos os que trabalham para a grande mídia têm diploma e Perseu Abramo a considera como inimiga do povo brasileiro [ Padrões de Manipulação da Grande Imprensa ], podemos concluir que o diploma não garante isto, como não o faz em qualquer outra profissão.
Não é o diploma que vai fazer com que o responsável pela manipulação do debate Lula X Collor, em 1989, seja punido ou perdoado (Roberto Marinho e Alberico Souza Cruz, pelo que se diz). Nem que seus discípulos posteriores o sejam. Somente um povo alfabetizado e instruído estará imune a coisas deste tipo e exigirá maior seriedade destes profissionais, pelo simples fato de não aceitarem qualquer coisa que divulgarem. E, hoje, temos 74 % de analfabetos e semianalfabetos, dando liberdade aos senhores dos escravos diplomados ou não, ordenarem o cumprimento de qualquer técnica de manipulação. E quem não obedecer, perde a boquinha...
A qualidade técnica em nenhum caso garante a qualidade ética. Nas demais profissões o componente intangível é extremamente reduzido e o controle da qualidade do serviço do profissional é mais fácil, coisa que ocorre de forma oposta no jornalismo. O dano que um jornalista pode provocar é extremamente maior que um engenheiro, advogado ou médico. É prejuízo em massa! Lavagem de consciência em grande escala.
Assim, a questão do diploma fica extremamente polêmica e não é fácil para ser resolvida como nas demais profissões, digamos muito mais cartesianas.
O que precisamos mesmo é um bom e saudável debate com a sociedade, coisa que deveria acontecer numa democracia de fato e que não ocorre por aqui, nem no caso do Sistema Brasileiro de TV e Rádio Digital, aborto, Conselho Federal de Jornalismo, TV por assinatura, rádios comunitárias, sistema prisional, educativo, de saúde, etc. Mas a minoria composta pelos senhores do Estado e dos meios de comunicação querem isto? A maioria que são suas vítimas estão organizadas o suficiente para pressioná-los a fazer o que não querem?
Não, não e não! Então, ainda não foi decretado o princípio do fim da História...
(*) Heitor Reis é engenheiro civil, militante do movimento pela democratização da comunicação e em defesa dos Direitos Humanos, membro do Conselho Consultor da CMQV - Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida (www.cmqv.org) .
Nenhum direito autoral reservado:
Esquerdos autorais ("Copyleft") .
Contatos: (31) 3243 6286

quinta-feira, 17 de julho de 2008

NÓS NAS CORDAS NA RESENDE AM...

O Grupo de Choro Nós Nas Cordas estará amanhã, às 10 horas, na Rádio Resende AM (1590), no programa "O Poder da Comunicação", sob o comando do radialista Vinícius Lima.
Vamos contar a história do grupo, a história do chorinho e interpretar alguns choros consagrados. Um programa para quem gosta de chorinho, para quem quer conhecer o chorinho e para quem é fã do Nós Nas Cordas.
Não percam!
NÓS NAS CORDAS NA RESENDE AM - Sintonize 1590 -
NESTA SEXTA-FEIRA, DIA 18, ÀS 10 HORAS!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

AUSÊNCIA DE CULTURA DÁ NISSO...A CULPA É NOSSA!

por Nice Pinheiro




“Essa experiência mostra como na sociedade em que vivemos os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia, e pelas instituições que detém o poder financeiro. Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.”





Pois é. E mostra muito mais do que isso. Mostra que os valores estão invertidos de vez. Lamentável. Mas também mostra a ausência de cultura. Quer ver só uma coisa? Quantas das pessoas que passavam apressadas, com o copo de café na mão, conheciam ou já ouviram falar em Joshua Bell? E quantas destas pessoas já ouviram e têm conhecimento sobre “peças musicais consagradas”? E quantas conhecem e admiram o som de um violino? E quantas sabem o valor de um Stradivarius?





Ok, agora vamos sair da terra do Tio Sam e transportar esta situação para nosso país tropical. Mais precisamente, Rio de Janeiro. Metrô da Cidade Maravilhosa. Vamos colocar o Jorge Cardoso, ou o Aleh Ferreira, ou o Ronaldo do Bandolim, ou o Hamilton de Holanda próximo à entrada de algumas das estações, executando chorinhos consagrados em seus bandolins. Cada um com seu bandolim, na entrada de uma estação, executando chorinhos consagrados. Visualizaram? Ok. Então respondam:
Da multidão que passaria por eles, quantos reconheceriam as músicas executadas como sendo chorinho? E quantas pessoas saberiam que aquele instrumento era um bandolim? E quantas delas já teriam ouvido falar em Jacob do Bandolim, por exemplo? E quantas já ouviram falar de Pixinguinha como autor de vários choros, como um chorão de verdade?
- Não é aquele negão que foi samba enredo da Mangueira? Diria um cidadão..
Pelo menos pra isso o carnaval serve. Que coisa!







E quantas pessoas parariam para “curtir” o momento? Pois é. Estou falando do choro porque transferi a situação para o Brasil, então falemos sobre nossa música, nossa cultura. Lamentavelmente desconhecidas pela maioria. Se não conhecem o chorinho, será que conheceriam um clássico, um jazz ou um blues? Acredito que não.






O mercado, a mídia, e as instituições que detém o poder investem no pagode, no funk e no forró. Sem falar nos Zezés de Camargo e Lucianos da vida...
E é por isso que a população “passa batida” por um violino, um bandolim, ou qualquer outro instrumento que não seja de percussão. Ou que não seja um violão.
Por isso considero tão importante a obrigatoriedade das aulas de música nas escolas. Mas que sejam aulas de música! Cultura musical nunca é demais.







Agora vou ilustrar a situação com uma experiência pessoal: Há uns quatro anos o grupo de choro Nós Nas Cordas fez uma apresentação no maior colégio municipal de Resende. Foi no refeitório, para alunos do curso noturno. O líder do grupo na época, explicou o que era o chorinho, como nasceu, falou sobre os grandes compositores do gênero e sobre os instrumentos, enfim. Ninguém ali conhecia o bandolim. Nunca tinham visto um bandolim. Alguns conheciam o chorinho Odeon por causa de uma novela. Mas não sabiam que Odeon era um choro.






Dentre todos os alunos, observei um em especial. Seus olhos brilhavam. Ele não conseguia desviar o olhar do bandolim. Seu encantamento por aquele instrumento diferente, até então completamente desconhecido, era visível e emocionante. Não consegui desviar o olhar dele. Observei atentamente todas as suas reações. E fiquei emocionada e sensibilizada. Mas infelizmente não pude fazer nada. Gostaria de ter condições de comprar um bandolim para aquele rapaz e pagar suas aulas. Se aquele rapaz tivesse tido oportunidade, poderia ser hoje um grande bandolinista e um grande chorão. Ou não. Quem sabe?! Não saberemos nunca. Nem ele, nem eu, nem você que está lendo este texto. Quem poderia dar a oportunidade não deu. E perdeu a chance de dar chance a alguém. Entenderam?








Pois é. O texto abaixo fala muito mais do que se possa imaginar. Esta situação que coloquei aqui também é sobre valor, contexto e arte...
Se o rapaz pudesse comprar um bandolim e pagar as aulas...
“Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço.”
Esse texto é magnífico. Releia o texto abaixo: “VALOR, CONTEXTO E ARTE...QUE TRISTE REALIDADE”
Você vai descobrir muito mais coisas. Ele fala muito mais do que imaginamos....

VALOR, CONTEXTO E ARTE...QUE TRISTE REALIDADE..

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Eis que o sujeito desce na estação do metrô: vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.




Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell,um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.Mil dólares!





A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte. A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.






Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife. Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas que são únicas, singulares, e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?





Essa experiência mostra como na sociedade em que vivemos os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia, e pelas instituições que detém o poder financeiro. Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.

LOIRAS, LOURAS, ENFIM....rsrsrs...

A LOIRA NO ZOOLÓGICO!!!
Ao chegar perto da jaula do Leão, ela viu uma placa:
CUIDADO COM O LEÃO!
Mais à frente, outra jaula, outra placa:
CUIDADO COM O TIGRE!
Mais à frente:
CUIDADO COM O URSO!
Depois chega a uma jaula que está vazia e lê:
CUIDADO: TINTA FRESCA!
Desesperada, a loira corre aos gritos:
- O TINTA FRESCA FUGIU! O TINTA FRESCA FUGIU!!!!
A TRAIÇÃO
Uma loira está preocupada, pois acha que seu marido está tendo um caso. Vai até uma loja de armas e compra um revólver.
No dia seguinte, ela volta para casa e encontra seu marido na cama, com uma ruiva espectacular. Ela aponta a arma para a própria cabeça.
O marido pula da cama, implora e suplica para que ela não se mate. Aos berros, a loira responde:
- Cale a boca, cretino...Você é o próximo!
A TORCIDA
A loura estava tentando tirar a tampa da Coca-cola e não conseguia.
- Que inferno!
O dono do bar explicou:
- Você tem que torcer.
E a loura, batendo palmas:
- Vamos Tam-pi-nha! Vamos Tam-pi-nha!
rsrsrsrs....